segunda-feira, 11 de abril de 2011

Eu era um santo

Ainda era eu puto quando fascinei por uma miúda, que morava numa rua perto da minha, uma rua pobre, onde era certamente proibida a entrada de rebuçados.

Durante algum tempo, quando ela passava em frente a minha casa, eu arranjava maneira de a atingir com um rebuçado, preferencialmente na cabeça, sem nunca ser visto.

Ela coçava a cabeça, e eu ficava a imaginar o sorriso no seu olhar enquanto desembrulhava mais um rebuçado caido do céu.
 
Durou uma duzia de rebuçados este fascinio, e é esta a primeira vez que conto isto.

Talvez seja mentira, e se tenha passado uma outra coisa, como uma proposta que me tenha feito fugir de tão crua para a minha tenra inocência, algo do género, "Se me deres um rebuçado deixo-te ir-me ao pito"

1 comentário:

  1. Na simpliceidade, estão guardadas as melhores coisas, aquelas, que por vezes são as únicas inesquecíveis!

    :)

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