sexta-feira, 22 de abril de 2011

A vida no campo

Imovel na rocha, um grande lagarto verde pisca o olho direito, de vez em quando volteia a cabeça e pisca também o esquerdo, e além desse movimento nada mais, poderia ser somente uma estranha rocha em forma de réptil coberta por um musgo brilhante como a luz do sol a reflectir em milhares de finos grãos de areia.
Vejo a sua sombra mover-se do lado esquerdo para o direito, e enquanto esta se alonga na rocha, fecho os olhos e tento perceber há quantas horas ali estou, impossivel saber, nem me lembro de ali ter chegado.

Lentamente começa a mover-se e antes de desaparecer por detrás de um arbusto volteia a cabeça de novo, pisca novamente o olho direito, enquanto o outro escondido se mantém imóvel, eu eu já lhe reconheço na expressão "I am the Lizard King... I can do... Anything".

Um encolher de ombros, um respirar fundo, um esperguiçar imóvel sem pestanejar sequer, e é tudo.

2 comentários:

  1. Oh, a vida de campónia!!! Não fossem os lagartos verdes (atenção, os de cá são púrpura)morríamos entediados até aos ossos da alma. E bocejo...e "esperguiço" (ou será espreguiço?!)!

    Sois lírico, profundo...I Like!

    AuraMaria

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  2. Obrigado pelo reparo, já fui a correr corrigir.

    De resto era mesmo assim, o titulo nada tem a ver com o texto, que por si próprio também não tem nada a ver com nada.

    Ó pá, isto é arte caralho, não gostas, olha fôda-se, agora deu-me para isto, podia dar-me para cantar no banho, e garanto, por mau que seja o resultado aqui, no banho, ui, seria bem pior.

    Eu também gosto, aliás, GTT

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