sexta-feira, 6 de maio de 2011

As drogas, e outras proibições

Eu cá sou adepto de bem estar, apesar de por vezes já me terem acusado, de "ter estado mal".

Desde que o meu bem estar não interfira com o bem estar dos outros, acho que deveria sentir-me perfeitamente à vontade para fazer o que quer que seja.

O problema coloca-se então no mal estar alheio, e no direito que tem de sentir-se no direito de se sentir como tal.

Por exemplo, que isto dos exemplos é a melhor coisinha que se pode arranjar para um gajo se fazer entender por quem esteja sintonizado noutro comprimento de onda.

Por exemplo, há quem se sinta incomodado , e muito bem, com a flatulência alheia, mas porque raio haverá gente incomodada com o que faço, me dê prazer e não interfira em absoluto com mais ninguém para além de mim ? Se me der na pôrra da veneta passear-me nú na via pública porque raio há-de tal coisa ser pior do que ridiculo ? Ser ridiculo nunca foi crime, mas passear nú na via publica sim, é um atentado ao pudor. Atentado ao pudor os meus colhões, porque nús viemos todos ao mundo, e vestidos de enganos nos iremos todos, mas isso já seria outra história, e para que não me acusem de obsessão pela morte vou ficar por aqui.

Aqui a conversa é outra, trata-se de ser dono de mim, trata-se de ter uma visão diferente de outra, instalada, acomodada à inércia do passado. 

Nós estamos com um pé no futuro, mas vivemos ainda tempos da irresponsabilidade das massas, achamo-nos seres anónimos que nada podemos fazer e só temos os direitos que nos foram conferidos,  por quem viveu realidades tão dispares da nossa.

Eu tenho os direitos que eu próprio me conferir, e espero não interferir nos direitos dos outros.

Anarca eu ? 
Hippie eu ?

Nada disso, foda-se, só quero dizer que um gajo deve sempre interrogar-se antes de aceitar, e não recear dar ouvidos a si mesmo, excepto se for esquizofrénico.

Mas sentir-se um bocadinho maluco, abrir as portas da percepção, deixar fluir o bem estar, talvez até seja saudável.

25 comentários:

  1. Mas lá está o facto de alguém ter interferido com o meu bem estar. Foi o que me fodeu na minha curta história de vida.

    À gente e gente. Não se pode generalizar.

    Por falar em esquizofrénico. Já alguma vez presencias-te um assim nesse estado. Eu já. Nada bônito de se ver.

    Olha lá. Passando a outro assunto. Os neurónios duma gaija estão sempre a pensar. Apesar que por vezes lentos. Aquilo do livro o único problema era só mesmo a morada? Acreditarias na minha boa fé de te devolver o livro? Lembrei-me disto à pouco e ri-me sozinha.

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  2. Se eu acreditaria na tua boa fé para me devolveres o livro ?
    Boa pergunta.
    Tu davas-me a tua morada para eu te enviar um livro ?
    A mim ?
    Até me ri sozinho !
    Olha que tu tem cuidado, eu sou um gajo perigoso, não viste ali o meu nome ?

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  3. Quê já agora também pertences ali à máfia do barreiro...

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  4. Do Barreiro eu ?
    Mas é que não estás bem a ver-me.
    Eu estou lá mais para cima no rectangulo.

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  5. Vês se não percebes-te quer dizer que não és assim tão má pessoa. Senão saberias do que estava a escrever.

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  6. Queres dizer que só as más pessoas te entendem ?
    Essa é boa, existe uma espécie de dialecto que só as más pessoas entendem ?

    Tu acaba mas é a história que me estava a contar outro dia sobre o António e a Maria e deixa-te de desconversas, pode ser que eu te envie o Kafka pelo correio.

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  7. Olha o teu fuso horário já é o mesmo que o meu.. já não era sem tempo mudares o teu tempo..

    Não percebes nada pá.. Achas-te um gaijo perigoso? Perigosa é a máfia! E mais não se escreve.

    Vamos lá pensar o que poderias fazer com a minha morada. Ah já sei entravas-me pela casa a dentro violavas-me o homem e a gata e matavas-me a minha pessoa?!? A sério não me parece.

    Eu sou muito boa a imaginar situações dessas. Portanto antes de tu pensares já eu tinha pensado ou seja já estaria precavida. Ou seja machado atrás da porta. Obviamente eu neste momento tenho tudo ou nada atrás da porta menos um machado. Mas imaginemos que sim.

    A história do António e da Maria. Mas eu alguma vez afirmei ali haver história?

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  8. Perigoso eu ?
    Só se for para mim próprio, com estas mudanças de fuso horário ainda perco a noção da realidade, olha que podia jurar que me estavas a falar do António e da Maria e que depois te arrependeste, e sabes como é, estas coisas apelam à curiosidade, mas tu sabes disso, não é?

    E que mais ?

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  9. Ainda lá em cima tens escrito. Tem cuidado sou um gajo perigoso. Esquecido não. Ou conforme convém.

    Pois é.

    E ainda dizem que a curiosidade matou o gato. Mas sorte do caraças tem sete vidas. Raios parta ao gato.

    Não é arrepender é escrever o quanto basta. Ou seja o objectivo é mesmo prender o leitor. Ou seja a dita curiosidade.

    Bolas não era suposto contar este pormenor.

    Enfim pormenores à parte. Existe mesmo o António e a Maria. Não se trata do resto é história. Só existe historia quando tem principio meio e um fim. Portanto é pena mas não há historia ou factos que eu ache necessário transmitir. Até ver.

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  10. Está bem, assunto encerrado, até ver.

    De resto, e até ver, só para te dar um cheirinho aqui da minha perigosidade, ficas a saber que já chamaram a policia por minha causa, tás a ver-me a coisa ?

    Ás tantas até fiquei com cadastro.

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  11. Se me permitem a interrupção (esperei até agora pra não vos atropelar o raciocínio e tudo) deixem-me que vos diga, amores, que as vossas trocas de galhardetes é do melhorzinho e mais sujeito a interpretações várias que tenho lido. Sem bem que haja só uma, tá claro. Uma e só.

    Mas então agora sobre o post, Junkie, concordo contigo. A uma pessoa devia ser-lhe concedida a liberdade de fazer o que lhe dá na gana, pá, sem que isso fosse constantemente sujeito a juizos d'outrém. Mas depois lá está, nos vivemos entre uma data d'outréns que têm por hábito de defesa olhar muito à volta e pronto, aí a coisa torna-se aborrecida. Não m'apetece falar mais, que ando um cadito murchita maneiras que passo aos finalmentes, drogas: tive um irmão que morreu à conta delas e até aos dias d'hoje teimo (sou uma beca teimosa, eu) que se aquela porra fosse legalizada, a procura, pelo menos em tenra idade não seria tão voraz. Uma maçada prós dealers claro, mas enfim não se pode agradar a todos. As mais pesadas, as que se injectam e por aí fora, posso adiantar-te por experiência própria que sei lá, eu tinha preferido ir a um museu ou assim a ter visto o que vi, pois que não é bonito e eu cá gosto de coisas bonitas (e tá bem que cada um lá terá o seu conceito de beleza e isso mas preontes). As consequências do que vulgarmente se chama de "ressaca", também deixam uma beca a desejar no que ao conceito supra citado diz respeito e, pra finalizar, "por exemplo", por muito que eu me tenha esforçado em ver alguma beleza naquilo, ter-se uma casa toda partida e um gajo completamente louco, por falta de, por de a mais, ou por cenas maradas de misturas de ( detalhes) a ameaçar de morte quem ele ama ou a vizinhança e cenas afins, não sei se porque a coisa acontecia repetitivamente, olha, não gostei. Mas hey, eu também ele há quadros de pintores famosíssimos de que não gosto né? e eles lá tiveram a sua liberdade prós pintar e direito a exibição publica e tudo. Mas esses, embora às vezes eu inda olhe pra eles à procura da beleza que dizem lá estar e talvez por ser um acto voluntário em mim (talvez), não me causam pesadelos. Porque será? é só o que me tenho perguntado ao longo dos ultimos 13 anos. Acho até, e isto sou só eu a dizer, que teria preferido o filme de te ver nu com tudo ao vento estrada afora, que o corpo humano a mim nunca me fez confusão. Agora vá lá uma pessoa explicar isso aos juristas e a quem diz coisas e depois lhes chama "lei", num é? Pões-te nu e prendem-te por atentado ao pudor, um gajo mata-se devagarinho, anos a fio e mais a quem está ao seu redor, a gente chama a polícia ou pede ajuda aos médicos e eles dizem o quê? ahhh ... não ... ele tem que "querer" ser tratado. Não é engraçado o que se espera duma mente cujos quereres querem só uma coisa? enfim, somos todos muito engraçados nós.
    Portanto, lá liberdade, a ele, não lhe faltou pá, foi práli uma liberdade que nem te passa. Autorizada por quem de direito e com direito a roubar-lhe até os sonhos, os dele e os nossos, e depois a vida, a dele e um cadinho das nossas.


    Mas olha! o inferno tem lá a sua piada.


    ... foda-se que pra quem não queria falar muito vai lá vai, upa upa.

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  12. Não. Não te vi coisa nenhuma e dispenso ver coisa alguma.

    Bem se chamaram a policia é sinal que ao menos alguém teve a capacidade de bom senso. Portanto bendito seja o bom senso.

    A Isa é que escreveu bem.

    Eu cá dou-lhes a liberdade de se matarem à vontade colocando o entrave de ser bem longe de mim. E que não me tentem levar atrás. Sim. Sim escrevo da minha linda mãe. Eu sei sou a melhor filha do mundo. Depois de tanta coisa virei um ser egocêntrico. Se eu não fizer pelo meu bem estar quem o fará.

    Mas vejamos se a vida não tivesse estes engraçados o inferno não teria piada alguma.

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  13. Aquilo é chamas a várias dimensões, aquilo é queimaduras de todos os graus em vários corações. Ó. E todos os dias um sub piso novo e ele é nuances de dôr e frustrações pintadas a pastel, caray, comé que há quem não goste daquilo? imaginação não falta, no inferno. O calor, isso é que incomoda um niquito. Mas pouco.

    Laura, isso em "Mãe" deve ser de se lhe tirar o chapéu, portanto e perante a tua ( posso, o tu cá tu lá?) postura, é isso mesmo que eu faço, my hat off to you. Até aos dias de hoje ainda não consegui atingir esse "nirvana" que dizem e eu acredito, ser o correcto, o que nos salva. Não é ser-se egocêntrico, é dar-se a quem se dispõe a receber. É não se deixar corroer pela expectativa do possível na evidência do impossível.

    Eu sou excelente a teóricas, fodo-me sempre é 'pois na prática.

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  14. A Isa esteve bem sim senhora, de fio a pavio, a conversa estava estranha, e com todo o andamento de não levar a sitio nenhum.

    Laura, só para rematar sobre o assunto, sim, a policia veio corrigir alguma falha de bom senso de minha parte, mas também tens que reconhecer que foi falta de bom senso trazeres à baila assuntos de que não queres falar.


    E eu tenho também que dar o braço a torcer, porque também já tinha pensado nisso, de que a escolha de Junkie para nick era de algum mau gosto.

    A minha heroina seria uma bendita mulher, viciante, apesar de não me fazer bem por aí além, a outra heroína, a droga, é maldita, tal como a maldita cocaina e derivados.
    Com essas não há margem de erro, e pensar o contrário, é deixar-se corroer como tão bem disseste, Isa.

    Foi uma falha não ter feito essa referência, e aproveito para recordar o verão de 1985, as chamadas drogas leves desapareceram do mercado, e só havia heroína para alimentar os jovens vorazes de sensações fortes, havia-a a pontapé, ao preço da uva mijona, quase oferecida pelos dealers, e recordo agora em silêncio as circunstâncias que me subtrairam esse verão da vida, e que em quase a roubando, talvez a tenham poupado.

    Mais uma das ironias com que Deus me presenteou ao longo da vida.

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  15. Oh Isa. Só digo. Como quem diz escrevo. É fodido ter uma mãe fodida dos neurónios. A sério pá eu não mereço. Ou se calhar até mereço. Eu bem que costumo dizer. Devo ter feito muito mal na outra vida. Madilto Karma pá.


    Junkie. Assuntos de que não quero falar? Ai jesus por onde isso já vai. Para além seres curioso. O que eu chamaria de cusco. Ainda és sensível. Peço desculpas por o ter magoado. A sério quando souberes o assunto verás de que de nada é assim tão importante. Não vale a pena a curiosidade. Mas lá sabes. Haver se faço o obséquio de relatar. Mas há-de ser assim um texto em grande. Ou pequeno. Logo se vê. Hoje não.

    Esse Gaijo. Sim Ele. Tem uma mania de ironias. É com cada uma. Venha o diabo e escolha.

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  16. Laura, não sei se já és Mãe, se és isto não é novidade, se não és cá vai dica, aprendeste a como NÃO fazer. Prontes. Há sempre que ver o lado bom, até das piores tragédias, porque há, é verdade, há sempre qqer coisa de positivo ( aquilo até chateia, tá uma pessoa muito bem na merda e lá vem epifania: ó, uma coisa positiva!) enfim, é a vida. Com o infeliz desfecho do meu amado bro, houve uma data de gente a aprender, inclusive as minhas 2 crias. Impressionante é elas terem acompanhado aquilo quase tudo (pesado hã? não estamos a falar de ballet ou assim) e hj falarem dele com o amor e admiração com que falam, sem porem de parte por 1 mn o drama da situação. Mais ironias.
    Já eu foi só depressão atrás de depressão, por issé que sou doida e a culpa é dele, aliás, digo-lhe isso todá santa noite: a culpa é tua seu sacana! mas faço o quê, se lá donde ele está aquilo é só Amor e beijocas e abracinhos. Estupido de merda que nem fodida com ele me deixa estar, um dia inda vou à psicanálise.

    Karma: tenho uma amiga que faz reiki ( coisas de energias e bla bla bla) estava um dia à conversa com ela e vai-me a papoila, saca-me dum livro e diz: péraí. E eu perei. Lá viu não sei o quê e diz-me assim: ó Isa, o teu Karma é Fé, a alcunha ( nem sabia cos karmas também tinham ida á escola) é Dôr.

    Adivinhem lá o que m'apeteceu responder-lhe. Tu não Laura, que não me conheces de lado nenhum, mas aqui o Junkie ('xa lá tar o nick não te metas com airiópes) que já me vai conhecendo umas coisas.

    3 tentativas. Falhas e pagas-me 1 jantar. Sítio à minha escolha ( tá claro).

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  17. Laura, vê lá o que fazes, nada de seres demasiado especifica, que ainda se perde o encanto da nossa conversa .
    Já te tinha dito, tu és um ponto de referência para eu medir a minha sanidade, e no momento em que começares a fazer sentido, é altura de me interrogar.


    Agora a pior parte, a mais dificil, como é que faço para acertar no concurso da Isa, que logo de inicio me parece reprovavel pela exclusão da Laura, acho que a Laura também devia ter 3 tentativas, quanto mais não seja para se conhecerem melhor, mas como a organização é soberana, aqui vão os meus 3 "disparos", a Isa apeteceu-lhe responder :
    1º Vai para o caray.
    2º Vai-te foder.
    3º E se metesses o Karma e a alcunha no cú, que já cheira mal a conversa?

    Eu acho que a Isa responderia assim, porque a Isa é fodida, se bem que a 3ª tentativa é uma pergunta, e o que se pretendia era uma resposta, portantos se for considerada inválida, posso substituir por outra tentativa ?

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  18. ahahahaha

    ai este gajo, pá, vai pró caray? vai pró caray??

    e isso é lá sítio pra se mandar alguém,méne?

    "vai-te foder" é o que estou a 2 suspiros de dizer a quem eu amo, maneiras que só digo a quem amo e assim daquela maneira em que é só 1 de cada vez ( tás a ver?) pronto. Portanto também não se aplica.

    a 3ª até podia e até uso, mas não foi o caso. PRETANTO, vai-me escrever direitinho o que eu diria, agarrando ali no 1ª disparo e pondo aquilo como deve ser e assim livras-te de gastar uma pipa de massa. Sou amiga eu. Fodida, mas amiga. Olarilólé.

    Vou ter saudades tuas pá.

    A Laura entra no próximo, ok?

    Gosto da Laura.

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  19. Isa. Eu já a leio à uma porrada de messes. Mas pronto está bem. É o que dá ter a opção anónimo.

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  20. Pois é Isa, tu és fixe, e a jantarada pá, nem é pelo dinheiro, mas porque eu tenho problemas comigo, tás a ver ? Não tás a ver nada, mas acredita.

    Tu és tão fixe que até ali a Laurocas te admira, e olha que a Laura para admirar alguém, não tás bem a ver, se bem que aquilo também é de manias.

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  21. Olá a todos.
    Então Junkie? Do Norte, hein?
    Nunca me enganaste, méne!

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  22. Todos ?

    Que ninguém se acotovele !

    Eu do norte ? A norte de onde pá ?

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  23. Laura, obrigada.


    Olá Jackie.


    Junkie, problemas contigo? ó que caralho, mas ... quem diria,heim?

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  24. Tens algum problema em que eu tenha problemas comigo, Isabel ?

    Talvez queiras e possas ajudar-me a resolve-los.

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  25. oi?

    "Isabel?"

    foda-se cagora senti-me duramente interpelada ou lá comé que se diz!

    Pá, talvez tenha, talvez queira. PREQUÊ? Tu, tens algum problema com que eu tenha problemas em tu teres problemas contigo?

    É que não tenho medo de ti, tajmaler? NENHUM!


    coiso!

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