quinta-feira, 5 de maio de 2011

morbilidade

Dizem, e digo que dizem, porque eu não tenho qualquer recordação desse episódio.

Dizem que eu passei uma noite de mão dada com um padre, é verdade, contaram-me essa em tempos, mas para quem possa estar a pensar que eu sou mais uma das vitimas da pedofilia clerical, que se desengane, porque nada teve a ver com isso. 
 
Parece que um padre me foi fazer uma visita, num momento critico que passei num hospital, e então segundo reza a história, acho que lhe agarrei a mão que não larguei durante horas, coitado do gajo.
 
Eu próprio estranho isso, porque apesar de ter sido criado e educado conforme os pressupostos  religiosos da minha familia, nunca fui muito dado a acreditar nos Deuses adorados pelo homem, tendo desenvolvido eu próprio um conceito de Deus que não vou tentar definir de tão vago e vasto que é, mas que nunca passou muito pela crença em milagres, céus e infernos.
 
Além de que a morte nunca foi coisa que me atormentasse muito, não que não pense nela, mas porque acho que quando ela vier, quem mais vai sentir a minha ausência neste mundo não serei eu.
 
Viver é uma benção, mas poder decidir deixar de viver é outra benção, e que me seja retirado esse poder de decisão é do que mais tenho medo na ideia de morte.
 
Tudo isto me leva a lembrar novamente de que uma coisa é a teoria e outra é a prática, e se é fácil falar de causas alheias ou abstractas, quando é o nosso cú que está na berlinda e chegou o momento, outro galo canta, mas pronto.
 

5 comentários:

  1. Olha lá, até gosto do que escreves e coiso e tal, mas não tinhas já feito um post parecido a este?

    pera que voi ver adonde ...


    olha! era o anterior!


    dasse...

    ResponderEliminar
  2. Olha que deves estar a precisar de óculos no cerebro, mas então viver para sempre não é diametralmente oposto a morrer ?

    No outro post falava em coçar os tomates, neste falo em estar com o cú na berlinda, outra coisa diametralmente oposta, porque se coçar os tomates sugere descontração, estar com o cú na berlinda sugere preocupação.

    Enfim, talvez tenhas lido só o reflexo do meu post, e por isso o entendeste ao contrário.

    ResponderEliminar
  3. Pois aí é que está. Pra mim, o vosso coçar os tomates não sugere descontração ( como eu disse)mas sim medo. Ou seja, o mesmo que ter o cu na berlinda.

    Medo de morrer e querer ou não viver pra sempre, são tão diametralmente opostos que se tocam,vá-se lá saber comé que estas porras acontecem. O que eu queria dizer é que é o mesmo conteúdo num e noutro post: vida e morte.



    Se namorassemos já não tinhamos sexo hoje, quéra práprenderes a variar e quem precisa de qualquer coisa és tu.

    Vai p'las drogas que comigo é o que se vê: um resultadão.

    ResponderEliminar
  4. Ai seu eu ia pelas drogas, nem sabia por onde começar, mas não, não vou agora, talvez lhes dedique algumas linhas um dia destes, que é coisa que vale a pena ser falada.

    Mas olha lá ó Isa, estás a pedir-me em namoro ou coisa que o valha ? Ó pá, um gajo para ter sexo não precisa de namorar, se é essa a questão.

    E eu não coço os tomates quando tenho medo, quando tenho medo corro, e correr não é compativel com coçar os tomates a não ser para um masoquista, que não é o meu caso.

    ResponderEliminar
  5. 'lha lá, mas tu foste ao tinto a martelo ou quê?? tão sou lá eu gaja prándar aqui a pedir namoro assim por dá cá aquela palha, só porque te curto um cadinho e pronto? olha-me este. Era um perixemplo pá!

    ai tu não me digas que não é preciso namorar-se pra se ter sexo!!

    NÃO!

    JURAS!?!?


    ó que caralho, o que eu não andei a perde estejanos todos.

    Foda-se.

    É sempre assim contigo, acabo sempre deprimida.



    Chato.

    ResponderEliminar