terça-feira, 3 de maio de 2011

Para a posteridade

Perguntaram-me se gostaria de viver para sempre, é verdade, fizeram-me esta pergunta, e um gajo fica logo na retranca, estará Deus a ouvir ?

É pá, caralho, claro que não quero viver para sempre, foi logo o que pensei, foda-se, viver para sempre?
Sempre é muito tempo !

Como é que ia conseguir aguentar viver para sempre ? 
Pois claro, numa situação destas surgem logo duvidas. 
Como seria o resultado de envelhecer para sempre? 
Seria existir só como consciência, desaparecido o corpo, ou antes transformado em outras coisas, e daqui a umas centenas de anos existir ainda a minha consciência, dispersa por tudo em que os meus átomos se tivessem disperso?
Era lindo, mas acho que não seria essa a ideia da pergunta que me fizeram, aliás, acho mesmo que quem a fez nem pensou em todos os pressupostos inerentes à sua pergunta.
Julgo que me queriam perguntar se queria viver para sempre de uma forma mágica, onde talvez até pudesse escolher o meu futuro entre uma série de prospectos de publicidade de destinos eternos, que poderiam ser contratados em agências de viagens para a eternidade.
Ainda bem que um gajo não tem que se preocupar com estas merdas.
Ou então, diria numa tirada poética, que eu sou eterno em tudo o que fiz porque nada disso mudará, e me eternizarei em tudo o que fizer.
Caralho, foda-se, esta cabecinha tem cada pensamento, até fico comovido, deixa-me cá coçar os tomates para a posteridade.

5 comentários:

  1. Ainda gostava de saber a explicação lógica. Para o facto de coçarem os tomates.

    Repara que até todo o texto perde qualquer interesse. Porque a minha atenção vira-se para o coçar os tomates. Chamem-me pudica pá. Mas é algo que me aflige é ver a vossa aflição a coçar os tomates. Conheço um tipo que coça os tomates como quem esfrega um olho. Assim à queima roupa. Um dia ganho-lhe a coragem e questiono-lhe esse facto.

    Portanto do que é que me interessa se gostava de viver para sempre. Interessa-me mais qual a razão de tanto coçamento.

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  2. Para tua informação, a sensação de coçar os tomates não é de aflição, mas de prazer, não é ums prazer orgásmico, mas dá um certo gozo, digo eu e deve dizer a generalidade dos homens.

    Quanto às razões, não sei bem, um gajo coça os tomates porque sim, talvez pelo mesmo motivo que leva as gajas a irem em grupo à casa de banho, porque sim.

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  3. As gajas vão em conjunto à casa de banho qué pra fazerem companhia umsáoutras. E porque podemos precisar de qualquer coisa e assim tá lá a nossa amiga que coiso. És memo parvo tu. Não é "porque sim", há uma razão, asim como haverá uma razão pró constante aconchego que fazeis aos vossos apêndices.
    Eu digo que é pra sentirem se ainda os têm.



    Sobre viver pra sempre,falam-me nisso a minha resposta é NÃO!logo assim de rajada, de tanto que isso me horroriza.Mesmo que descobrissem a fórmula da eterna juventude, podiam ficar com a minha dose, até porque já vinham tarde e essas coisas magoam-me.
    "Desligar o botão" quando acharmos que já é hora, ou bater com a porta ao mundo, como diz o meu Quintana, isso é que sim. Definitivamente, sim, sim e sim.
    Não tenho medo nenhum da morte, de facto, caguei pra ela, mais facto ainda é que já me pareceu até muito apelativa a piquena, aí por umas poucas vezes na minha vida, o que temo é a degradação, o sofrimento físico e consequente desgaste emocional,a diminuição, a perda de identidade,o depender de outrém, o sofrimento de quem possa assistir ao meu. Estas merdas incomodam-me. Maneiras que hei-de fazer por evitá-las.
    Isto, claro, se houver um cabrão dum deus que pelo menos nisso, me conceda o discernimento necessário para o fazer.

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  4. Bem, já que finalmente ouvi uma explicação plausivel para a ida em grupo de mulheres ao wc, também vou explicar o coçar dos tomates.
    Isto é uma coisa que nos vem dos ancestrais.
    Os primitivos agarravam ostensivamente os tomates virados para as fêmeas numa pose de puro exibicionismo sexual.
    Nos dias de hoje, o coçar dos ditos, é uma espécie de afirmação exibicionista com conteúdo intrinsecamente sexual, capice ?

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  5. Capiscar capisco, mas cá pra mim, continuo na minha. Essa é a versão oficial dos factos, assim como há a versão de que Deus vos fez primeiro e outras histórias de embalar, mas eu - que sou uma criatura muito perspicaz, prálem de extremamente atenta, o que, se unirmos uma coisa à outra, faz da minha intuição um uhh lá lá do caraças - tenho outra. Claro.

    Vocês, estão constantemente a tocar ( e não é coçar, porque aquilo não são sempre coçadelas) os vossos orgãos sexuais/reprodutores, porque necessitam, amiude, de saber que ou se os têm.
    E, com suporte em estudos científicos, verifica-se na mesma proporção de vezes (amiude) que em os tendo, pois que não têm.

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