quarta-feira, 25 de maio de 2011

Tempo de auto-antena, partilhado


Estas eleições que se avizinham revestem-se de uma importância há muito não testemunhada aqui no nosso rectângulo, não sei bem porque o digo, talvez porque apesar de todo o desencanto que se entranhou cá na malta,  em que me incluo, eu seja nas minhas entranhas um gajo crente.

Não por acreditar que as coisas acontecem por alguma razão que é não mais do que o caminho para o inevitável, e que apesar de muitos desses caminhos serem tortuosos, lá no fim do caminho está a perfeição, que Deus preparou com toda a sua sapiência, e que mesmo os caminhos dificeis eram necessários para o objectivo pretendido resultar, Amén. 

Neste momento já desisti de tentar decidir em quem votar, e optei por outra táctica, ir escolhendo em quem não vou votar de certeza, e a coisa está a tornar-se mais clara, mas mesmo assim a tentação de não votar ainda é grande, que não há lá vivalma que mereça a minha confiança.
 
Mas também, com todas as cornadas que já mandei na vida, já aprendi algo de precioso, que é lidar com a minha natureza de crente. Se a minha natureza é confiar, então terei de confiar, mas já não inocentemente, dou o meu voto de confiança, mas as expectativas mantenho-as do meu lado, espero de mim e não dos outros, porque os outros podem não ter nada para dar, como já alguns tiveram a oportunidade de provar.

Lá vou pensando assim para me convencer a tentar vislumbrar qual será o mal menor.

9 comentários:

  1. Pior que ter de eleger. É estar na altura das festas populares, bem pelo menos para estas zonas, festas populares e campanha eleitoral, lado a lado, é chato e desnecessário.

    Desde Abril que os comunistas andam para aqui num festim, uma coisa doida, irra. Mal o outro se tinha despedido, já estavam cartazes de vota CDU, e os altifalantes nas carripanas de um lado para o outro, e a entrega de folhetos à entrada da estação, dia sim dia não, a mal dizerem de TGV's.

    É tanta a informação, que em vez de atrair, repele, num género quando a esmola é muita o pobre desconfia.

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  2. Por exclusão de partes, boa táctica. O pior é que vamos excluindo, excuindo e quando olhamos já não há ninguem, que cá pra mim, estes que são os mesmos há tantos anos, já estão todos moldados aos mesmos vícios, por mais que não seja só pela convivência. É uma merda é o que é.

    Pá, noutro dia ouvi o candidato por Lisboa dum partido novo, o PAN. Vê lá tu que até gostei de o ouvir, às tantas foi só por ser isso, um partido novo.

    Eu, desde as eleições passadas e contrariando os meus believes, voto à esquerda. Quero que se foda o PSD e mais o PS e já agora o CDS também, que ando fartinha desses gajos todos.

    Em branco é que acho que não. Não que não se tenha cumprido o dever cívico e etc, não que isso não seja uma manifestação mais que legítima do descontentamento de alguém, mas simplesmente porque entendo que não estamos em altura nem disso e menos ainda das famigeradas abstenções. Digo eu que não percebo nada de política, nem assim de grandes coisas, que eu, assim de perceber, perceber mesmo, é só de pagar.

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  3. Continuo sem perceber o que se passa nesta porcaria das caixas de comentários. São só contrariedades na vida duma Eva.
    Arre, que uma gaja tem que ser de ferro.

    ( "arre", acho isto tã lindo )

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  4. Escolha o seu perfil. Ok? E eu escolho, conta google. Prontes. Manda-me abrir sessão, que peracaso até já estava aberta. Mas eu sou linda e abro tra vez. Publica? o caralho é que publica.

    CA NERVOS PÁ!!!

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  5. E o-n-d-e é q-u-e s-e s-u-b-s-c-r-e-v-e c-o-m-e-n-t-á-r-i-o-s??


    mas uma cristã tem pachorra pra isto ...?

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  6. Laura, pior que as fetsas populares e campanha eleitoral lado a lado, é a dificuldade em distinguir uma da outra.

    É uma festa, anda para aí tudo de bandeirinhas, caravanas, e jantaradas, como se nada de grave se passasse.

    Puta que os pariu !

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  7. Isabel, minha querida, isto um gajo não pode ir pelo que eles dizem, que eles sabem muito bem o que nós queremos ouvir.

    Um gajo não pode ir por mais lado nenhum que não seja a intuição, e que Deus nos ajude.

    Mas se Deus não ajuda os povos lá da terrinha onde nasceu o seu filho, a que propósito nos havia de ajudar a nós?

    Não sei, muito sinceramente não sei.

    Ou melhor, até sei !

    Era abrirmos a costa maritima à entrada do tráfico de armas, droga e tudo o mais, o próprio estado fomentava o transito de terroristas por Portugal, fomentava a falsificação de moeda, e sei lá que mais.

    Depois se os lindinhos da União Europeia ficassem descontentes, que nos fizessem o que nós fazemos nos bairros sociais, enchemos aquilo de subsidios e rendimentos minimos, a ver se os gajos sossegam.

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  8. Tanto palavreado só para dizeres que vais votar ao calhas...

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  9. Ao calhas nunca !

    Quanto mais não seja moeda ao ar.

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