terça-feira, 10 de maio de 2011

A textura

Como areia, se eu parar e tentar perceber como me sinto agora, diria que me sinto como areia.

E não vou explicar com nuances poéticas, nem detalhe rigoroso, nem displiscência apressada como é sentir-me como areia, senão teria que explicar como é sentir-me áspero, amargo, metálico, daninho, ou até uma doçura de gajo, e por aí fora, tudo isto exaustivamente, tarefa demasiado cansativa para quem se sente como areia.

Quem já sentiu a areia escorrer-lhe entre dedos, compreende-me certamente.

5 comentários:

  1. É. Areia. A fugir por entre os dedos. E não sabermos para onde é que a puta vai. É.

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  2. Ó Jaquelina, fazes-me o favor de não usar a palavra "puta" aqui no meu reino encantado, que isso resulta logo em interpretações erradas, e daqui a nada começam os insultos a 3ºs.

    Digo eu, que já vi a cena acontecer noutros lados.

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  3. Ui, peço desculpa. Não se repetirá. Só o fiz porque onde se lê "colhões" achei que seria lógico poder escrever-se "puta". Ah, que falhanço, quem escreveu "colhões" foste tu, o rei do reino encantado. E o rei pode, claro.

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  4. Cara Jaquelina, pois deixa-me que te esclareça o meu modo de ver a coisa, puta é depreciativo e colhões é um elogio, isto assim bem abreviado, mas acho que dá para entender.

    Mas posso explicar a coisa melhor, dizeres-me que sou um gajo de colhões, é bem diferente de eu dizer-te que serias uma puta.

    Aposto que entendeste e assim a modos que não gostaste, então pois não foi ?
    Acho que me dirias antes, és um gajo parvo.

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  5. Parvo não sei, ainda é cedo, mas presunçoso parece que sim. Presumes saber se eu gosto ou não gosto das tuas respostas aos teus comentários. Mas sabes, parvos não me aquecem nem me arrefecem, presunçosos é que já me fazem um bocado de impressão.

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