quarta-feira, 22 de junho de 2011

E não havia um gajo de perder tempo com dúvidas existenciais....

Descobertos os fósseis mais antigos de Homo sapiens na Europa

"O quebra-cabeças da evolução humana ganhou uma nova peça, ao descobrirem-se os fósseis mais antigos do homem moderno na Europa, com 32 mil anos, na Ucrânia."


O privilégio que é ter a possibilidade de pensar e sentir, de ter o meu mundo. 
É ainda mais remota a possibilidade de ao fim de 32.000 anos o meu "eu" surgir, do que me saír o euromilhões, portanto sou um bilionário da existência, um dos biliões de sorteados com uma existência na europa desde há 32.000 anos pelo menos.

Que hei-de eu fazer comigo ? Depois de vir à tona existencial após tantos e tantos, agora que tenho a minha oportunidade, porque raio perco sequer tempo a pensar nestas coisas? Não devia estar a estoirar foguetes até rebentar eu mesmo ?

domingo, 19 de junho de 2011

o burro e a cenoura

Que ironia, pensar no destino como uma crendice e achar que as coisas devem acontecer por si, naturalmente.
Isto ocorreu-me só porque alguém de quem eu nunca esperaria tal me disse que acreditava no destino, que as coisas aconteciam porque já assim estava escrito algures, numa espécie de guião dos tempos. 
Foi com surpresa que ouvi tal afirmação vinda da boca de alguém que luta por tudo o que quer, que persegue as coisas, que se elevou alto a seu próprio pulso, e quando o confrontei com isso mesmo, de que ele era o exemplo vivo de que o destino não estava escrito, que ele tinha feito o seu proprio destino, respondeu-me que era esse o seu destino.
Fodeu-me bem, mas não me convenceu.
Não me convenceu, e argumentos não faltavam para o contrariar, até podia apelar à teoria dos universos paralelos como alternativa a um destino unico, se quisesse levar a discussão para outros patamares, mas para quê ? Se eu o fizesse ele ia achar que era esse o destino, e eu acho que as coisas devem acontecer naturalmente.
Fico com a sensação de que o burro sou eu, apesar de ter razão, perco-a ao tê-la, se é que isto faz algum sentido.
Que se fôda, como esta merda só é lida por mim e gente inteligente, certamente todos perceberão algum sentido.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A minha outra margem

Por entre palavras vivia o que nunca tinha vivido, não na forma nem no conteúdo, mas na intensidade, e tal era a intensidade que se confundia com eternidade, como um rio quando as margens apertam, as águas aceleram e ganham vida. Mas se a sua vida tinha ganho intensidade nas palavras, a outra margem perdeu-se no infinito e já não era um rio revolto, mas um mar sem limites onde tudo poderia fazer sentido, porém, era um mar onde o infinito se tornou vazio.

A vida obviamente continua a correr, margens que se estreitam e afastam, e sempre a memória daquele sitio onde as palavras correram com a intensidade que vale uma vida.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Aviso ! ----> Não ler !

Quero neste momento que me lê(s), manda-lo(a), ou mandar-te para o caralho !

Se não há mais nada que fazer na vida para além de me ler(es), talvez (s)te matasse(s), não?

Deve haver algum nome técnico para este tipo de atitude, que mesmo sendo algo de perfeitamente aleatório, tem certamente algo na sua génese.

Certamente que de entre o corrupio de visitas por este maravilhoso espaço, se darão as mais diversas reacções, e até haverá quem formule opinião, e as opiniões são o que são, umas putas, dão-se por tudo e por nada.

Mas acrescento, eu avisei !

sábado, 11 de junho de 2011

Procura-se árvore entre os 25 e os 55, assunto sério e sigiloso

Antes apaixonar-me por uma árvore que não me apaixonar de todo, e a árvore tem mesmo certas facetas que fazem dela uma parceira a ter em conta.

Claro que sexualmente, a grande maioria das árvores não está lá muito bem apetrechada, mas nem só de sexo vive uma relação amorosa. 

Se eu fosse uma mulher já poderia encarar a sexualidade com uma árvore de um ponto de vista mais optimista, e por estranha que pareça esta minha afirmação, faço-a porque li em tempos um livro, "Laura", que às tantas relatava um acto sexual entre uma mulher e uma árvore, e digo-vos, aquela mulher devia amar à brava aquela árvore, e se digo que amava, é porque de há muito me habituei à ideia de que nas mulheres, o amor e o sexo comungam uma coexistência quase obrigatória, (dizem elas na maioria das ocasiões).

Mas como sou um homem , a árvore  não seria sexualmente uma boa parceira, no entanto tinha outros predicados bem apreciáveis, se tinha.

Uma vez conheci uma mulher que me repetia muitas vezes "posso ser muita coisa, menos uma dissimulada", e eu perguntava sempre aos meu botões "porque raio é que ela me diz isto tantas vezes ?".
Não estou a querer dizer que todas as mulheres são umas dissimuladas, até porque não conheço tantas assim tão bem, mas talvez devesse pensar em plantar uma árvore que me dê sombra na velhice.

Estava a brincar claro, as mulheres são como são, e no conjunto são encantadoras.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Claro que não

Até onde me consegues fazer chegar, perguntava o ambicioso a si próprio, e perguntava-o com uma intensidade que esperava proporcional ao seu próprio sucesso, porque era ambicioso por natureza e não por decisão, e mesmo que fosse por decisão talvez não fosse a acertada, mas não podia perder-se agora em dúvidas destas, que o sucesso esperava-o.

E aqui entra a minha dúvida, é a natureza da pessoa passivel de efectivas mudanças ?
Claro que pode um ambicioso por via do insucesso tornar-se num acomodado, ou o contrário, um acomodado tornar-se ambicioso por vias de sei lá o quê, talvez do amor.
E esta coisa do ambicioso e acomodado, ou optimista e derrotista, são somente exemplos, porque a duvida era aquela da natureza poder ser mudada por decisão.

Eu sei a resposta, portanto a pergunta era de retórica.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

No aproveitar é que está o ganho


Nem que todas as pétalas de todas as rosas do mundo murchassem, se me vincaria mais uma ruga ou brilharia mais um cabelo branco na minha cabeça.

Nem é por cair uma folha que chega o Outono, nem por um Coelho sair da toca que chega a Primavera .

A luta continua, e é daí que me vêm rugas e cabelos brancos, a luta contra o tempo e contra adversidades, a luta contra a dificuldade em reconhecer que as minhas maiores dificuldades criei-as eu, a luta quimica que se trava dentro de mim, sim caralho, que nós somos seres essencialmente quimicos, podemos ser um fogo de artificio ou um glaciar humano, e é tudo quimico.

É tudo tão quimico e efémero que assustaria qualquer que gajo tivesse tempo a perder com essas coisas, valham-me os dias repetidos, a sensação de imortalidade a cada segundo, como se cada instante se fosse suceder após outro, como particulas de uma eternidade inquestionável.

Ai que a vida é tão curta, e eu desperdiço-a tão bem.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O biquini reduzido e as projecções

Agora que já sabemos quem vai ganhar as eleições com um grau de certeza que não deixa qualquer dúvida, que já sabemos o que isso representa em termos de alianças e partidos que vão estar no poder, não será pertinente também assumirmos com alguma margem de certeza que vão mudar as moscas, mas a merda continuará a mesma ?

Ao menos poupavam-nos, e deixavam-nos ir até às eleições na doce incerteza. 
Eu já imaginava aquele gajo madeirense na assembleia da república de bandeira nazi desfraldada. Os alemões ao menos talvez nos passassem a olhar de outro modo.

Mas já que é assim, e se diz com total certeza cientifica quais vão ser os resultados, e estando o país na penúria que está, não era de poupar os milhões que o processo eleitoral ainda vai custar ?

Foda-se, arrume-se lá a questão, e comece a governar-se o país através de inquéritos feitos por telefone.

Por falar em projecções e premonições, ia eu um destes dias a entrar no mar para tomar bela banhoca, e passou-me pela cabeça, que poderia acontecer qualquer coisa e eu já nem sair do banho, coisa estranha de se pensar quando se está a olhar para alguém que está a usar um biquini uns números abaixo do que seria o seu, mas foi, passou-me repentinamente tal ideia pela cabeça.

A temperatura da água estava optima, umas ondas impaacáveis para a brincadeira de apanhar boleia, e nestas brincadeiras às vezes a coisa corre pior e um gajo embrulha-se todo, mas desta vez não me embrulhei, espetei-me. Espetei a cornadura com tal violência no fundo oceanico, que o meu pescoço deve ter encolhido uns bons 2 cm, e a Europa afastado mais alguns milimetros do continente americano.

Foda-se, e preocupa-se um gajo com projecções eleitorais, quero que se foda, se não cancelarem as eleições por vias da sugestão que aqui deixo, no Domingo vou lá deixar a minha cruz, que a mim ninguém telefonou a perguntar em quem ia votar, e a seguir vou ver se encontro a cornadura que deixei espetada na praia dos marretas.

Para quê ? Porque é minha, foda-se, e também para ver se o biquini reduzido por lá anda.