domingo, 19 de junho de 2011

o burro e a cenoura

Que ironia, pensar no destino como uma crendice e achar que as coisas devem acontecer por si, naturalmente.
Isto ocorreu-me só porque alguém de quem eu nunca esperaria tal me disse que acreditava no destino, que as coisas aconteciam porque já assim estava escrito algures, numa espécie de guião dos tempos. 
Foi com surpresa que ouvi tal afirmação vinda da boca de alguém que luta por tudo o que quer, que persegue as coisas, que se elevou alto a seu próprio pulso, e quando o confrontei com isso mesmo, de que ele era o exemplo vivo de que o destino não estava escrito, que ele tinha feito o seu proprio destino, respondeu-me que era esse o seu destino.
Fodeu-me bem, mas não me convenceu.
Não me convenceu, e argumentos não faltavam para o contrariar, até podia apelar à teoria dos universos paralelos como alternativa a um destino unico, se quisesse levar a discussão para outros patamares, mas para quê ? Se eu o fizesse ele ia achar que era esse o destino, e eu acho que as coisas devem acontecer naturalmente.
Fico com a sensação de que o burro sou eu, apesar de ter razão, perco-a ao tê-la, se é que isto faz algum sentido.
Que se fôda, como esta merda só é lida por mim e gente inteligente, certamente todos perceberão algum sentido.

19 comentários:

  1. E já viste é tanta a gente inteligente que por aqui passa, que quando escreves com pitada que seja de raciocínio, ninguém te diz nada.

    Olha lá e não seria esse o destino, achares que estás certo?

    Bela merda, eu tenho a mania de querer contrariar o destino, mas às tantas já nem sei, se foi por opção ou escolha, ou porque aconteceu, calhou. É sempre daquelas coisas que dá muito que pensar. Mas o melhor será mesmo não pensar. Se foi ou existe destino, que se foda, não estou nem aí, preocupada com a coisa.

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  2. Olá Laura, que bom vires visitar-me, com comentário e tudo.
    Sabes que nem toda a gente inteligente que aqui passa é assim como tu, desinibida, a maior parte é de grande timidez, e não deixa nada, leva só o que leu.

    Mas já que aqui passaste, toda tu, diz-me lá que conversa era aquela do bôbo da côrte ?

    Sinceramente não vejo côrte em nenhum sitio, quando muito espectadores de um circo onde eu tento ser o palhaço, mas com pouco sucesso.
    Tu podias ser a contorcionista, que dizes?

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  3. Qual contorcionista, tecnicamente só sei malabarismos, mas não me importava de ser a que engole espadas, cospe fogo, e é colocada na roda alvo em que o gaijo todo grande com o seu bigodinho atira de olhos vendados as catanas.

    Mas olha que às vezes, só mesmo às vezes, meras as vezes, quê, raras as vezes, consegues ser, não, és mesmo esse atirador.

    Olha lá, gostei muitode saber que és atento aos pormenores, andas para aqui a brincar mas olha, vis-te, não foi preciso dizer nada, foste lá parar sozinho.

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  4. É. Eles quando querem sabem ir lá parar sozinhos, Laura

    Junkie, tás melhorzinho?
    Não percebo nada disso dos destinos e coisas afins, sobretudo depois de me jurarem a pés juntos que isso é tudo feito por nós (mesmos). Ainda contestei, disse nãããããã, mas é que nã! que eu cá pra mim nunca fiz ou pedi ou sequer sonhei ca merda toda que cá me vai acontecendo! garantiram-me que sim e eu, que ando um cadinho cansada, disse opás, sinceramente, olhe, caguei.

    E fui-me embora.

    Maneiras que é assim.

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  5. *olhem


    (não é pra olharem, é só uma correcção)

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  6. É não é Isa, olha só acrescentaria uma coisa no que escreveste, é que tanto eles como elas quando querem sabem ir lá parar sozinhos.

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  7. Cada vez estou mais burro, lá terá que se acrescentar um numero no circo, o do burro que fala.

    Não minha querida Laura, não podes ser a malabarista nem engolidora de espadas, que isso é coisa para ser indigesta. Ficas contorcionista mesmo, que eu acho que tens jeito para a coisa, e eu gosto de te ver a contorceres-te toda.

    E a minha querida Isabel Maria, que tão bem entendeu o misterioso comentário da Laura, e depois me vem com um ainda mais misterioso "estás melhorzinho?", também quer actuar no circo, quer ?
    Que é que se pode arranjar para ti, ora deixa cá ver, que tal trapezista sem rede?
    Ou então podias ser domadora, mas aí tinhas que trazer contigo a galinha dos ovos de ouro.

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  8. Que contorcionista seja.

    Olha lá que a Isa não tenha entendido a perspectiva do meu comentário, é vulgar, é o que dá meter-se em conversa alheia, agora tu Junkie, quê queres que eu faça um desenho? Ou não espera uma fotografia?

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  9. Olha lá Laura, mas tu estás a chamar vulgar, cusca e metediça à Isabel Maria ?
    Atenção que aqui a espelunca não está no seguro, por isso não quero ver andar cadeiras pelo ar.

    Quanto à perspectiva do teu comentário, confesso que continuo na mesma, não percebi um cú, portanto manda lá a foto, até pode ser do teu.

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  10. Sério. Anda uma gaja fragilizada, até mesmo a considerar o convento e tudo, desanimada, traída, usada e essas porras todas que deitam até a auto estima mais pertinente por terra, pra chegar aqui - depois de cheia de boa vontade, dizer uma merda e ir-se embora- e ler estes desapegos.

    Vou às balas. Alguém quer alguma coisa?

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  11. Por falar em balas estava agora aqui a ver o vídeoclip RGB dos The Gift, para quê aquela merda. Aquela Sónia anda possuída pelas Californias é o que dá, reflecte-se nos videoclips.

    Perceberam não perceberam?

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  12. Eu não percebi, mas como sou o burro que fala, não é de admirar.

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  13. Agora depende se és apologista de burro velho não aprende ou se burro velho também aprende.

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  14. Laura, cá para mim deves querer fazer parelha comigo no numero "O burro que fala".

    Mas achas que essas coisas vão lá com apologias?

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  15. Olha lá, já que és burro, lembrei-me, já te montavas em ti e vinhas entregar-me os livros, com sorte ainda arranjavas para aqui alguma burra ou mula, sei lá não percebo nada disso, mas o que interessa é mesmo os livros.

    É uma boa ideia não é?

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  16. Laura, eu sou burro, mas não sou tanto, nunca ouviste falar nos CTT ?

    Tu estás é com ideias, então pois não é ?

    Não me digas que retribuias o empréstimo dos livros com favores sexuais.
    Se era isso estás redondamente enganada, não me farias um favor, antes terias esse privilégio, mas isso são coisas que não vais saber.

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  17. Eu percebi o sentido! Não percebi foi de que raio estavas a falar...

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  18. Claro não teria eu outro interesse.

    Parece que tudo o que é gaijo se sente sempre um privilegio, e quê as mulheres são todas umas putas finas, chiques a valer que andam para aqui e ali e acolá também as há.

    Ó Junkie vai ver se eu estou ali na esquina vai, mas olha Junkie, querido, leva os livros tá?

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  19. Eu empresto-te os livros do Haruki, surja a oportunidade .

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