domingo, 7 de agosto de 2011

A frase do dia

O tempo é o diluente da vida.

E pegando na frase do dia, vou seguir a corrente e deixar-me diluir no tempo, esperando que o tempo não cólhe.
Hã?
Usei aqui um termo ousado, "cólhe" de cólhar, acho que as senhoras me percebem, a não ser que este seja mais um termo usado somente aqui por estas bandas.
E por falar nisso aqui está outra curiosidade, fugas e dores de burro são a mesma coisa, sendo que aqui por estas bandas, como não somos burros, temos fugas.

26 comentários:

  1. Olha fugas, fugas são a minha especialidade!
    Ir para aqui, ir para ali, ou de repente não ir.
    Planos, mudança de planos, e nesta confusão toda e com o barulho das luzes, durante algum tempo, não olho a situação de frente, não vejo o tempo passar.
    Fuga para a frente, chamam a isto.
    Correr também é fuga, por isso às vezes tenho dor de burro, ou será de burra?

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  2. É só para acrescentar que se calhar cólhar não é cólhar, mas sim coalhar, no entanto também se pode usar talhar.

    Fica aqui a dúvida, pertinente porque nem sequer o google me soube explicar indubitavelmente, mas também a verdade é que não lhe prestei grande atenção.

    Enfim, o termo que todos entendemos é coagular, e sendo assim, não nos deixemos coagular no tempo, presos por atilhos ou memórias.

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  3. Pois é Maggie, a fuga para a frente, pelo que se costuma ver, nem sempre resulta, mas é um recurso que permite aliviar a pressão.
    Fugir às vezes é a unica solução, outras vezes é ignorar, outras esquecer.
    E quem não consegue fugir, nem ignorar nem esquecer?
    Só lhe resta deixar-se diluir, digo eu, que agora deu-me para a diluição.

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  4. É coalhar.

    Uma pessoa vai-se e vem-se, e tu ainda nos mesmos preparos. Pá, não há fuga possível. Mais tarde ou mais cedo vai-se ter que se lidar com as coisas, maneiras que o melhor é agarrar o bicho p'los cornos e ir até onde a luta nos levar. Não se foge, nem se ignora e menos se esquece, cariño, porque o simples reconhecimento dessas 3 hipóteses, quer dizer que há uma coisa a tratar. Logo, trata-se e segue-se com a vida. Ou lá comé que isto se chama.

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  5. Olha, a Isa das desaparições, tu não venhas para aqui armada em Edite Estrela, ou em Guru da vida, que até pareces o côxo a desafiar o manco para um sprint.

    Isto não é estar a querer ser venenoso, a tentar arranjar ditos e desditos, mas olha lá ó pregadora dos setes ventos, não eras tu que não levavas desaforo para casa, nem admitias enquadrar-te senão no gado caprino em deterimento do bovino? Pois é, e então aquela observação de que as minhas leitoras andavam todas contentinhas com a minha conversa de adormecer bois, não te fez soar nenhuma campaínha?
    Como algumas ondas enrolam tão fácilmente na areia. É admirável quando as coisas até parece fluirem naturalmente, que nem se dá por elas.
    Para tudo é preciso ter jeito, e há quem não seja jeitosa senão para isso, usar palavras.

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  6. Pois, coisa e tal moscas, mas a Isa como sempre tem razão.
    Qualquer dia faço uma pega de caras e resolvo o problema e nunca mais me meto em touradas, ou meto mas à espanhola.

    Quanto ao resto, nem me tinha apercebido mas não faz mal, eu até gosto de conversas para adormecer.
    E nós nem somos bois nem bacas, calha bem. Somos todos,humanos, mais ao estilo da mosca da fruta.
    Eu cá quero ser mosca dos morangos, e de melões e laranjas e melancias.

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  7. Meu bem, traduz lá isso em palavras simples e concisas. Deixa lá os floreados pra quem te floreia a mente, fala claro e objectivo, qué prássim a gente ver se se entende. Pareceu-me perceber (de novo) um certo ressentimento de ti, direccionado a esta que te ama. Ora atão porquê?

    Recapitulando, se bem me lembro, (que não me apetece ir ler aquilo tudo outra vez) fiquei com a impressão que a campainha que soou, não "me" soou. Não sei se tás a ver a diferença: é que há sons que valem a pena serem escutados, outros prós quais, muito sinceramente e com todo o respeito, me estou, francamente, cagando.
    Um dia, espero que próximo, vais ter mesmo que aceitar o facto de eu ter uma vida, e depois, o facto de, quem se imiscuiu na tua, não ter, de todo, masé que nem assim ao de longe, estofo pra mim. Que eu cá não sou nem anónima, nem falo por meias palavras, nem me sinto atingida por quem a mim não se dirige, directamente. Foi como te disse no nosso 1º jantar à luz das velas, ele há putas, e 'pois há Putas. Em pertencendo a alguma delas, incluo-me, sempre, na maiuscula.

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  8. Olha lá ó Junkie, já foste de férias? Foi por causa das férias que cá vim parar. A falta de criatividade dá nisto. E de pouco adianta termos capacidade para alinhar bem as palavras se as desperdiçamos inutilmente. Onde é que está o lúdico da coisa? Pá, aqui não se aprende nada. Vou pregar a outra freguesia. É que a vida é tão curta que é um desperdício diluí-la assim, gratuitamente no tempo. Cá por mim prefiro a dor de burro.
    Safo

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  9. Maggie, então? Tu e a Isa estão sempre de acordo,já pensaram em juntar os trapinhos, ou é mais coisa de pacto de não agressão, ou seja, por outras palavras, uma espécie de guerra fria untada com uns elogios mutuos a enfeitar?

    E quanto à conversa dos bois, eu cá como conheço a receita, já não fico surpreendido e reconheço-lhe os sabores, mesmo os mais recônditos, e por isso mesmo já não sou servido com pratos de sabores subtis, mas já me atiram com os pratos tradicionais à cara, como quem diz, ora enfarda lá mais estes que é democrático, mas depois lá vem a sobremesa em privado, com os tais docinhos regionais ao género de GMMDS.

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  10. Ressentimento nenhum contra ti Isa, que és uma das mais engraçadas comentadoras deste espaço, sua palhaça!
    E claro que não vale a pena voltar atrás a ler, porque se não foste capaz de entender a subtileza à primeira, também à recusarias à segunda, se bem que tu a não entenderes uma subtileza, faz-me lembrar aquela velha conversa do burro a andar a cavalo.

    Agora muito seriamente, como eu gostava de ter aqui conversas instigadoras de duelos verbais, mas numa onda tubular, daquelas que permitem aos surfistas brilhar, mas sem quedas.

    Para isso é que ando eu aqui a ver se trago a RitaAlice à conversa, porque é sirigaita de conversa interessante, argúcia rara, e inteligência brilhante, coisa que se enquadrava bem em algumas das minhas queridas leitoras e comentadoras.
    Mas a mulher aparentemente deve ter mudado muito, porque olha em volta e já não vê mais do que insólitas criaturas.

    Temos pena, então não temos Isa? Pena de que não se junte a nós mais gente gira.

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  11. E a Elga, essa safada, eu estou de férias pá, e isto é lúdico para quem não tem mais com quem falar.
    É com tristeza que te vejo partir, e com preocupação de encaro o futuro e a ausência das tuas palavras.

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  12. Tu não queres que eu te responda. Acredita. Não queres.

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  13. Mas qual guerra fria, Mr jones! O muro já caiu e qual é a espiga de eu estar de acordo com a Isa?
    Já te disse aqui que tenho sempre muitas afinidades com seres humanos com sentido de humor, que anda sempre agarradinho à inteligência, ele o humor, e frontalidade.
    Gosto dessas coisas.
    Já não aprecio a coisinha complicadinha,muito complicadinha, que parece esconder qualquer coisa muito profunda mas depois bem vistas as coisas,não era nada.Não havia profundidade nenhuma. Estava tudo à superfície.
    Havia um gajo que lá na língua dele explicava estas coisas assim:
    "Much ado about nothing".
    Não me chateies a corneta porque isto tem piada é no original!

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  14. Isabel Maria, eu queria que me respondesses pá, mas de uma forma imprevisivel, e não com o que já estou a adivinhar, blábláblá, e tal peracaso, blábláblá que eu estou a usar isco de primeira para apanhar peixe de segunda, quando nem sequer sei a diferença entre uma espinha e um osso, blábláblá... isto cansa-me ser mal interpretado, mas cansa-me mais estas mulheres que têm a mania de ter vontade própria.

    Tu queres acreditar que nos meus tempos de infância, cegonhas era coisa que só conhecia de ouvir falar, e agora é coisa quase tão corriqueira como o pombo doméstico aqui para os meus lados, sendo que os lados permanecem os mesmoo?

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  15. De facto Maggie, é tomates para nada, uma tempestade numa lágrima de riso, um nada que fazer ao tempo para além de colar os bocadinhos daquele pratinho de limoges, com um estranho made in china escrito por baixo.

    Valha-nos o glorioso que já tem novamente uma águia a voar, e deixemos as pardalecas no seu silêncio dourado.

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  16. É verdade pá. A águia, a águia!
    Abre as asas e depois o sol já não chega a todos. E o que sofrem os rastejantes com seu sangue gelado!

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  17. Deixá-los rastejar, que estão no seu ambiente natural, enquanto a nós, nem o céu nos limita, nada nos limita a não ser as fantasias a que recusamos dar corpo.

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  18. Vamos ver quando for a doer. Eu não vejo nada, com medo que a qualquer momento aconteça coisa má!
    De vez em quando lá vai um zapping, em mute... mas ai, ai... prefiro mesmo só saber no fim!
    Que gaja parva, pois é, mas a culpa é do pai que à falta de varão, fez a rapariga sócia ainda ela não sabia de que terra era.

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  19. 23:41 tudo tranquilo, não há sinal de crispações. Até podiam ter ocorrido, mas graças ao bom senso fui boicotado nas minhas intenções.

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  20. Por acaso estou crispada mas é extra blog,portantos, não serve.

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  21. Serve pois, é para isso que isto serve, descarrega aqui, chama nomes, atira pedras, cospe, sei lá, faz trinta por uma linha, que ainda haverá quem bata palmas.

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  22. É, chamadinhas de nº privado só para ouvirem uma pessoa no sim, tá, sim, tou.
    Cheira a cabrão a milhas!
    Mudar o nº é solução, mas caramba é mexer na liberdade duma indígena.
    Cuspir a personagem, à primeira vista parece bem, mas depois talvez não porque ia gostar.
    Coberto de alcatrão e penas, isso sim!

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  23. É por o panelão do alcatrão ao lume, que eu vou ver se apanho uma galinha para lhe tirar as penas.

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  24. Então sempre eras tu?!
    É que acabei a trocar mensagens com um tipo (que me convenci seres tu) que às 5 da manhã se pôs a mandar mensagens. O que eu me ri quando descobri que ele era apenas um miúdo com um grande esquema. Giro, mas um miúdo. Queres que te dê o número dele? Pode ser que te dê umas dicas e que tu tenhas mais sorte...
    Afinal isto é divertido.

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  25. Deves estar cheio de vontade de me agarrar o pescoço...


    e de me cobrir de beijos, espero.

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  26. Mesmo.

    Gaja sem vontade própria

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