segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Junkie Jones foi à praia

Assim ao estilo da Anita no baile infantil, ou da Anita faltou à escola, dou inicio a um périplo pelas minhas andanças, périplo que é certo e seguro acabar aqui, porque temas recorrentes são duramente recusados pela critica feroz.

Sendo assim, e como é verão, fui hoje à praia, mas já não fui para aquela praia cheia de gente, ali perto das esplanadas e dos parques de estacionamento, fui para uma daquelas praias mais afastadas, onde há espaço à vontade para toda a gente. Nem sequer foi preciso procurar muito, os meus olhos ofereceram-me logo o melhor lugar da praia, que me apressei a ocupar.

Por manifesto azar, ou não, aquele lugar deixou de ser o melhor da praia tão rápidamente quanto as duas morenaças ao lado de quem me deitei, se levantaram e mudaram de lugar mais lá para a frente, enquanto abanavam a cabeça com ar de reprovação.
Fiquei-me assim com um lugar porreiro, mas já não o melhor da praia, talvez o segundo melhor, porque afinal estava na minha própria companhia, e posso não ser duas morenaças, mas é comigo que tenho que me deitar todos os dias.

É pá, não sei porquê, mas isto não acabou como eu estava à espera.

Pode ser que me lembre de vir cá escrever mais alguma coisa, assim um pouco de alecrim, para lhe dar um sabor a caça, e mais alguns episódios de que agora por força das circunstâncias não me estão a ocorrer.

55 comentários:

  1. Tu e as morenaças. Em que é que ficamos, hum?

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  2. Eu e as morenaças por acaso pá, só por acaso.
    Ou talvez por ser perseguido por louras de olhos azuis.

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  3. Agora disfarça. Estava cheia de boas intenções, mas não me enquadro em nenhum dos perfis. Lamento.

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  4. E lamentas porquê, não estás satisfeita com quem és?

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  5. Epá, isso das louras é comigo? Tu vê lá, Junkie. Não me amandes bocas, pázinho. Olha que eu fico triste e depois já não leio o Martin Amis.
    Olha que eu choro! Não sejas mau.

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  6. Maggie, se eu te mandasse bocas tu sentias, e não me parece que estejas ao alcance da minha.

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  7. Lamento não poder satisfazer os teus sonhos, lamento não poder satisfazer os meus comigo mesma. Sou insatisfeita por defeito.

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  8. Isto agora soou estranho.

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  9. Por acaso estás aqui ao meu lado e não te vejo?

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  10. E a vossa esta ainda mais.

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  11. Soou mesmo anónima, porque raio haverias de querer satisfazer os meus sonhos?

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  12. Elas reprovaram mesmo o quê?

    Está a faltar aqui qualquer coisa pá.

    A quantos metros te foste colocar ao lado delas?

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  13. Laurica, reprovaram que eu me fosse colocar a uma distância de centimetros, quando haviam metros e metros por ali atirados ao vazio.
    Em vez de apreciarem, reprovaram, gentinha de mau gosto. Boas mas com mau gosto.

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  14. Eu falei no que queria?
    Eu quero é que satisfaçam os meus.

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  15. Estava a milhas de distância do sentido da tua resposta.
    Por outro, palpitei esta última. Tenho que me atirar ao euromilhões.

    Então e as aventuras do Junkie Jones na praia quase deserta ficaram por aí?

    Não pisaste uma alforreca, não foste picado por um peixe aranha, não salvaste um senhor barrigudo de meia idade que ia sendo arastado por uma onda? Nada, mesmo?

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  16. Anónimo, queres que te satisfaçam desejos, então estás no sitio errado, tens que ir para a estorinha do aladino e esfregar a lampada, aqui estamos noutra estorinha, de que já nem me recordo o motivo.

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  17. Isso Maggie, atira-te ao Euromilhões primeiro, e depois a mim, seria simpático de tua parte que viesses já com o pacote completo.
    Se bem que o pacote actual me parece bem aliciante.

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  18. Centímetros, ora menos de 50cm?

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  19. Laurita, centimetros também podem ter decimais, foi a cerca de 0,3 centimentros, nem lhe estava a tocar nem nada, a não ser com o meu bafo ofegante.

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  20. Tou-te a puxar para a estorinha na praia e tu nada.
    Já me doem os braços de te puxar para a praia!

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  21. Já estás a inventar. Se isso fosse verdade falta então a parte em que a morena te dá uma chapadão.

    Olha agora metendo na conversa, diz lá, explica lá assim generalizando qual a cena dos gaijos quererem gaijas assim com o pacote completo?

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  22. Só se prometeres que vens comigo.

    Anita! Acabaste de conspurcar as minhas memórias da Anita e do Pantufa com duas morenaças. Que vulgar... esperava mais de ti! humpf.

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  23. Olha Maggie, que devia estar distraido que não senti nada.

    Depois na praia, e já que estava sozinho com os meus pensamentos, decidi trazer as morenas outra vez para a minha beira, em pensamento, claro.
    Eu sou um prevertido eu sei.

    E estava eu ali ao sol tão bem quando começa um puto aos berros a rir-se e a chamar a mãe, "mãe olha, olha!", abri os olhos e o caralho do puto apontava para mim, foi aí que percebi que estava numa praia de nudistas, e o estandarte esta erguido, bem alto.

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  24. Olha Laurita, tu fala em pacote a um gajo, e um gajo pensa logo em rabo, pelo menos eu é assim, pacote=rabo, o pormenor de ser completo são os extras, pode ter uns bons airbags, estofos de cabedal, ar condicionado, e outros extras que nós os tesos nem imaginamos.

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  25. Anónima, vou contigo para qualquer lado que comece em cara e acabe em ibas, e te ocupes do pequeno detalhe das despesas.

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  26. Tenho de explicar tudo, por exemplo, um gajo já conhece a gaja, blablabla, entretanto vem a descobrir que a gaja até tem casa paga, e a vidinha toda orientada, e faz-se um género de puff.

    Puff esse que não consigo entender.

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  27. Estandarte, bem alto,pois.
    O pormenor do bem alto para a visualização favorável, não se fosse pensar que estava erguido não tão alto assim!

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  28. Os puffs são o que são, mas eu cá falava de extras bem mais fascinantes, como iates, ilhas privadas, helicoptero para me deslocar entre elas, elas as amantes, não as ilhas, e sei lá que mais extras, olha agora ia como extra uma mini.

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  29. Puff? O que é isso?

    E quem é que tem casa paga e vidinha orientada?

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  30. Sim Maggie, bem alto, mas não só, orgulhosamente alto, como se estivesse a esticar-se, até parecia estar nas pontas dos pés.
    Claro que daí ao encolhimento foi rápido, vergonhosamente rápido.
    De notar que os pais do puto tiveram expressões diferentes, o pai olhou-me naquela, reprovador, e a mãe olhou-me naquela, canibalesca.

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  31. Porque é que foi rápido?

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  32. O puff é colocarem a gaja num pedestal.

    E porquê, porque a gaja não quer o gajo para ter facilidades, ora não está com o gajo pelos extras, e gajo que é gajo dá valor a isso de uma forma estranha, que eu não entendo pá.

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  33. Os Puffs são puffs, vai ver à wikipédia, talvez esteja mal escrito, mas não faz deles o que não são.
    Sei lá quem tem casa e vidinha orientada? Ter casa ainda sei o que é, agora a vida orientada é das coisas mais inconsistentes que se possa imaginar, quem é que se dá à inocência de que tem a vida orientada?

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  34. Acredito Junkie. E gosto do olhar canibalesco que colocaste na cara da mãe.
    Também podia ser devorador ou até faminto.

    Os homens usam a simbologia sexual com muito mais piada que as mulheres. Não há dúvida.

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  35. Não Maggie, as mulheres são melhores em tudo que os homens menos no poder fisico, muscular, e no que isso acarreta, em tudo mais as mulheres são mais fortes.

    Têm uma arma poderosissima para a qual os homens têm poucas defesas, que é a beleza, e depois têm outra arma, a bomba atómica das mulheres, popularmente conhecida por cona, que é coisa que deixa qualquer gajo derrotado, às vezes mesmo derretido.

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  36. Mas haverá alguém que tenha a vida orientada?
    Eu não tenho e também não quero ter, no que isso significa de vidinha. Esta palavra já diz tudo.

    Não quero ter uma vidinha.Prefiro uma vida com conquistas, algumas delas às vezes difíceis, suportar derrotas e ter espaço para a minha identidade. Partilhar isso com alguém óptimo, se não óptimo também.
    Grandes confortos materiais, para mim valem nada.
    Mas isto sou eu que sou desalinhada.

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  37. Então e tu julgas que as mulheres também não precisam da arma que os homens têm?

    A necessidade é a mesma, é grande, talvez esse desejo não se manifeste da mesma forma. Mas é apenas isso, uma questão de forma

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  38. Não entendo que alguém possa estar com outra pessoa para ter facilidades materiais. Esses estudos referidos no i só vêm por minhoquinhas na cabeça dos gajos. Embora seja verdade que eles adorem ter uma gaja boa para mostrar aos amigos e que elas procurem gajos inteligentes. A perspectiva do dinheiro interessa apenas quando yma mulher de 30 anos conhece um tipo interessante que aos 33 ainda vive à custa dos pais. Não ganha o dele é um inútil, mesmo que não precise.

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  39. Alguém me explica porque é que eu estou offline no fb e tenho gente a dizer que me vê online e quamdo falam eu fico offline se eu nunca estou online! Uma gaja já nao pode fazer de conta que esta de ferias e sem internet?

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  40. Desculpem a interrupção mas detesto estas coisas.

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  41. Uma vida de conquistas com conforto material é o ideal. Passar a vida a fazer contas é uma bela m... Digo eu que saberei do que estou a falar.

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  42. Margarida, acho que o problema não está na forma mas na necessidade de contenção.

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  43. Deixaram-me a falar sozinha?

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  44. A expressão vidinha orientada, é verdade, é a sensação de falso poder de controlar o seu próprio rumo.

    Como a minha avó está sempre a dizer-me, filha eu só quero que tenhas a vida orientada, um bom emprego, um bom marido, etcetc. Sim tenho emprego, tenho gajo, mas parece que não é o quanto basta para a definição de vida orientada, e o sermão repete-se.

    Ela também dizia coisa parecida à filha, até que a filha lá parecia que tinha a vida orientada, até que pariu, e passado uns messes o marido morreu, e a vida orientada foi-lhe pelo caixão a abaixo.


    Em suma não chegaram onde eu queria que chegassem, eu sei mal meu, que não me soube explicar, mas que lixe, não sou pessoa de gritar para me fazer ouvir.

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  45. A vidoinha orientada também passa por uma questão de rumos, prientares a tua vida em determinada direcção, não quer dizer que tenhas a vida resolvida, mas direccionda.

    E tu parece-me teres a vida direccionada, já eu que tenho a vida "orientada" não tenho qualquer rumo, a não ser deixar a vida correr, e nem sei o que será pior.

    Agora ando em fase de que me anda a agradar a vida, mas quando, e se, voltar a desagradar, como é que é se não há rumos, objectivos, hã?

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  46. Tantos erros, chiça, mas acho que dá para entender, então pois não dá? Dá pois!

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  47. Tás a almoçar e a teclar ou estás a namorar e a teclar? Hã? comé qué?

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  48. Com a minha idade querias o quê? Que andasse desorientada? Era suposto, talvez, mas dispenso. Livra.

    Tens rumo tens, todos temos. E objectivos se fores a ver bem também há para aí qualquer coisa.

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  49. Claro é direccionada é mais bônito, esqueci-me.

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  50. No limite, não seriamos capazes de sair da cama se não tivessemos objectivos.

    Quem se deixa levar pela vida, provavelmente, terá objectivos mas de curto prazo.
    Não consegue ou não quer ver the big picture.

    So what? Também pode ser muito bom!

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  51. E também à aquela coisa, até que ponto, esperança e objectivo não se cruzam?!

    Pronto esperança é uma emoção, acreditar esperar qualquer coisa, e objectivo é algo em concreto, acreditar atingir o meio de concretizar?

    Quê? É não é.

    Foda-se tenho de me deixar destas merdas que me estragam o raciocínio todo.

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  52. Numa definição rápida e grosseira, penso que a esperança é o desejo que algo aconteça. Se existirem pressupostos definidos podemos dizer que se cruza com os objectivos.

    Há esperança, sem nenhuma ou pouca base de sustentação na realidade, em que o envolvimento pessoal é inexistente ou até impossível e que pode também avançar para a área do pensamento místico.
    Se eu sofrer de uma doença grave, incurável até, eu posso continuar a ter “esperança” na cura, “esperança” que os médicos estejam enganados e que eu consiga sobreviver, se for crente entregar-me a toda a hierarquia dos céus. Há quem chame a isto pensamento positivo.
    A medicina quando não percebe muito bem o porquê da cura chama-lhe efeito placebo.
    Tudo isto é esperança, esperar que aconteça como nós queremos.

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