segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A musica e a dança

Dançar sempre foi uma daquelas coisas que eu sou incapaz de fazer, dançar na verdadeira acepção da palavra, porque abanar o capacete, ou até abanar o esqueleto, não é dançar, dançar é outra coisa, e é estranho que alguém como eu diga isto, eu que abano o capacete como se estivesse às cabeçadas a qualquer coisa que ninguém consegue ver, ou então agito o esqueleto como ramos abanados pelo vento, ao ritmo da musica, conforme posso.
Aqui há dias, poucos, num convivio de empresa, daqueles que começam com a maior parte das pessoas com um ar muito formal e acabam sabe-se lá como, às tantas lá andava o pessoal todo a dançar, grande parte mulheres a dançar com mulheres, grandes exibições de dança vindas dos mais improvaveis, até o presidente tinha estado a abrilhantar o karaoke, enfim, one of those days. Mas isto a propósito de eu não dançar, diverti-me bastante, mandei piropos a umas cinquenta colegas, que iam ficando mais giras à medida que a festa se adensava, mas dançar nem me passou pela cabeça, e hoje ao ver fotos do evento perguntei-me, mas porque raio também não dancei?
Tudo isto para perguntar, como é isso de dançar, sai assim naturalmente, como quem ri, ou é muita técnica?

2 comentários:

  1. Dançar é bom, é libertador.
    Abanar o capacete, dançar com um par, por os phones e dançar decalça pela casa fora enquanto se vai arrumado a roupa nas gavetas, por exemplo, ou simplesmente só dançar.

    Esta dança de que aqui falo, não tem técnica, tem alegria, tem festa, tem brincadeira e pode também ter ternura, porque não?
    E dançar assim, é como dizes Junkie, tão natural como rir.

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  2. É como diz ali a Margarida,indígena, é sentir o ritmo e deixar o corpitxo segui-lo. Até naqueles temas em que se requer alguma técnica, tem que haver sobretudo alma, a pessoa tem que se deixar levar e pronto.

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