terça-feira, 4 de outubro de 2011

SemAlternativa

Parecia fácil, um pé aqui, outro ali, uma mão a ajudar e o sentido era para cima até que olhei para baixo.
Agora descer está fora de questão e continuar a subir só piora a perspectiva de queda, manter-me num impasse até quando?

Ah pois é, eu já estive numa situação destas, posso ter feito figura de palhaço, como aliás gosto sempre de fazer, tudo me sabe melhor quando faço figura de palhaço e acabo por me safar, tal como foi o caso, lá me safei muito a custo.

Tenho-me safado sempre, até à data ainda continuo a conseguir olhar para trás, e seguir em frente.
Tudo se torna mais fácil quando não há alternativa.

108 comentários:

  1. As alternativas podem produzir indecisões que nos imobilizam.
    Paradoxal a vida. A liberdade pode ser uma prisão.

    ResponderEliminar
  2. Quando "não há alternativa", é muito diferente de quando "não nos deixam alternativa".
    Acaba por ter que ser o mesmo percurso,é certo, só que se no 1º se tem essa certeza porque todos os "porquês" foram esmiuçados, sentidos, conversados e entregues aos meandros da impossibilidade,lá se segue em frente, com as certezas possíveis, já no 2º fica sempre o "se", a dúvida, que como se sabe, é puta pra espernear uma vida inteira se estiver prái virada, e traz o desassossego, faz-nos olhar pra trás muitas vezes, e traz sempre com ela o amargo licôr do que se calhar podia ter sido e não foi,(uma bêbeda, ainda por cima), e aquele perscrutar, inútil, ao passado, como que a perceber se de facto esgotamos todas as alternativas.
    A convencer-mo-nos de que é pra não repetirmos erros, quando na verdade o que queríamos era repetir aquele, e fazer dele uma coisa certa, ainda que acabada. Se no primeiro caso se olha pra trás com alguma melancolia, no segundo é a dôr, pura e dura. Se no 1º se vai apanhando os bocados pelo caminho, no 2º há sempre um pedaço que se recusa a acompanhar-nos.
    Negociações impoem-se, de nós pra nós. É preciso pedir-lhe, ao pedaço de nós, com a brandura e o carinho que nos merecemos, que nos acompanhe, porque sem ele já não somos um todo. Que não julguemos, que não nos martirizemos, que o deixemos sentir em pleno, tudo o que há a sentir. É preciso que nos assumamos, que nos deixemos bem claro que nestas coisas, nunca se é "palhaço".
    E depois esperar, que lá a pecita se una ao núcleo, e se siga com o "talvez, quem sabe, numa próxima vida". Porque em alguma morada temos que por a esperança que nunca morre.

    ResponderEliminar
  3. Antes que apareça aqui um toureiro a defender a alternativa como passo fundamental no manter de tradições, ou ainda alguém a perguntar se alternativa tem alguma coisa a ver com alterne, venho congratular-me com o elevado nivel do comentário que se pratica por aqui, e sem passar para um segundo plano o pragmático comentario da Maggie, louvo o brilhante comentário da Isabel Maria, que merecia ser ele próprio o post, não porque eu me reveja nele, mas pelo que contém.

    ResponderEliminar
  4. Que cavalheiros estamos hoje!

    Eu sou muito germânico-pragmática, quando calha.
    Quando não calha, calho no lado complicadinho-tuga (cavaco) da silva.

    O comentário da Isa escalpeliza bem o assunto. Analisa-o nas várias facetas.E como dizes, é ele próprio um post.

    * o tipo não é da silva, pois não?

    ResponderEliminar
  5. Não, não é da Silva, é sem da.

    Pois, foi o teu lado Germano-Alentejano que falou, e muito bem.
    Já a Isa, aquilo pareceu-me, mais que uma análise, um testemunho, mas isso ela saberá.

    ResponderEliminar
  6. Porque falais de mim como se eu não estivesse na sala?

    morri e ninguém m'avisa ...?

    Um testemunho pois, de ambas as hipóteses. Análises, testemunhos, num é la memme chose? Assim como um post não é mais que um comentário, pelo menos pra mim, tudo opiniões/pontos de vista de alguém.

    Gracias pela gentileza, tenho dias e afinal de contas, hoje celebra-se uma coisa importante ... a continuação da época balnear e mais qualquer coisa qu'agora não ma lembra.

    ResponderEliminar
  7. Já que apareceste a testemunhar, deixa-me que te diga que me pareceu a 1ª hipótese não mais do que dama de companhia da 2ª hipótese, mas claro que é só a opinião/ponto de vista de alguém, eu!

    ResponderEliminar
  8. As tuas bolas são de cristal para te pores a advinhar as origens das pessoas,é?

    ResponderEliminar
  9. Estava agora aqui a pensar nas vantagens e desvantagens de termos um presidente em vez de um rei, mas depois lembrei-me do d. duarte.

    ResponderEliminar
  10. Maggie, as minhas bolas não são de cristal, são antes uma espécie de lâmpada do aladino, se as esfregares levanta-se o génio e satisfaz-te um desejo.

    ResponderEliminar
  11. Foda-se Junkie, D. Duarte não! Aquilo não é rei que se apresente em lado nenhum. Envergonha quer monárquicos quer republicanos.

    Se eu fosse monárquica fingia que não o conhecia!
    Chiça, que cromo!

    ResponderEliminar
  12. E pensar que o D. Duarte veio do D. Afonso Henriques, que dizer, pelo menos é o gajo de linhagem mais directa, senão não era o herdeiro do trono de Portugal.

    ResponderEliminar
  13. Saiste-te bem, só que eu não esfrego nada porque arranca-se-me o verniz.

    Então não são três desejos?

    ResponderEliminar
  14. Isso era antigamente, agora o génio só satisfaz um desejo de cada vez que se ergue.

    ResponderEliminar
  15. Eu gosto da república. Assim sempre podemos escolher o trambolho que vai para presidente do país.

    Na monarquia temos que ficar com o que for parido, seja um sujeito sensato e sabedor, seja o mais palerma que o sol cobre.

    ResponderEliminar
  16. Pensando melhor no assunto, afigura-se-me que nas "não alternativas" tipo 1 (o tipo 1 e 2 até me faz lembrar o meu labor diário...)também os "ses" e os "porquês" nos ficam espetadinhos na alma até ao fim.
    O que não tem solução solucionado está, é certo, mas continuamos sempre, com maior ou menor insistência, a especular e a "querer" ir lá atrás ao passado baralhar o jogo todo.
    Como o passado é um país estrangeiro, até dava jeito passear,mas não,não é possível ir até lá.

    Depois há os dias em que os "ses" e os "porquês" dão ferroadas medonhas e há os outros do "que se foda a taça!"

    Hoje, por exemplo, quero que a taça se foda!

    ResponderEliminar
  17. Ai Maguiga ... "taça"?
    p'los deuses mulher, que fique com tudo, com a casa, com as jóias, desde que não fique comigo.
    Na, no meu caso (na 1ª hipótese) nunca volto ao passado. Já voltei, been there, it's done. E quanto mais o tempo passa e coisas acontecem, mais me asseguro disso, caso dúvidas ainda tivesse.

    Já na 2ª, não.

    ResponderEliminar
  18. Que tortura. Passado é passado, o melhor mesmo é aprender com as borradas que se fizeram, guardar o que ficou de bom e seguir em frente. Aceitar.

    De qualquer forma, parabéns pela honestidade.

    ResponderEliminar
  19. Isa, o "que se foda a taça" é uma metáfora. "Taça" está pela situação ideal, pelas coisas como deviam ter sido e não foram. Neste caso nem existe numa ligação a bens materiais,a referência é mais ao tempo, digamos, perdido.
    Mas como diz a minha mãe, que é uma querida e uma linda,a qualidade do tempo é que é a medida.
    Se o tempo fui muito mas de má qualidade,não conta. Só contam,nem que sejam apenas momentos, os tempos de felicidade.

    Excesso de optimismo, digo eu.

    Junkie, também não concordo com essa ideia de fazer figura de palhaço.Nós reagimos de acordo com a análise que fazemos das circunstâncias.
    Às vezes dão-se erros de análise, so what?

    ResponderEliminar
  20. Como se bastasse pegar no passado, dobra-lo muito bem dobradinho e arruma-lo lá no fundo da ultima gaveta.

    Não é o suficiente!

    É preciso mais, nem que seja deixar de acreditar no futuro, deixar de acreditar em palavras como esperança, e passar a acreditar apenas no momento presente.

    A mim o termo palhaço não incomoda nada, até me diverte ter um lado palhaço, um lado que faz piada do que de mau acontece.
    Acharem-me um palhaço numa perspectiva ridicula, é só um julgamento de outra pessoa, e como me incomodam os julgamentos de outras pessoas, tanto que até me dá vontade de rir.

    É verdade, deixar de esperar é uma forma de não ter decepções, é triste ser-se assim? Porquê? É mais divertido levar com pontapé atrás de pontapé?

    ResponderEliminar
  21. Ó Junkie, afinal o teu comentário está a comentar que comentário?

    Tou perdida, pá!

    ResponderEliminar
  22. "pontapé atrás de pontapé"? Não estarás a exagerar? E se levares, ergues-te de seguida. Achas que és só tu que ficaste com nódoas negras?

    Fazes o que achares melhor com o que é teu, passado, presente ou futuro. Ou, se preferires, não faças nada.

    ResponderEliminar
  23. Ó Maggie, o meu comentário é avulso pá, então não se vê logo?

    Que raio pá, um gajo precisa de fazer sentido, afinal para quê?

    ResponderEliminar
  24. Ó anónimo, primeiras pá, pró caralho mais o anonimato, arranja um nick, se quiseres eu ajudo-te, sempre fui bom a arranjar nomes, tu podes ser o CagaTacos, hã?

    Tu sabes lá do que estou a falar em particular, mas se lês-te o post pelo menos apanhaste o sentido da coisa, se é que apanhaste.

    ResponderEliminar
  25. com que ficaste ao longo da tua vida, não tenho nada a ver com isso

    ResponderEliminar
  26. Se não quiseres pseudo anónimos, retira-os do perfil.

    leste

    Estou farta de andar a apanhar coisas. O meu cão é que gosta de brincar a "apanhar" o que se lhe quiser atirar. Já estou a perder a paciência e a começar a disparatar.

    Como tão bem disseste, eu sei lá do que estás a falar. O problema é que eu não sei nada, mas sou a única pessoa que não se está nas tintas para isso.

    Cansas-me.

    ResponderEliminar
  27. Sendo que tu, anónimo, sejas o CagaTacos, não precisas de vir escovar-te para aqui, ninguém está a apelar à tua responsabilização em nada.

    Se não fores o CagaTacos, e fores alguém notável, como a duquesa de alba, essa sim, personagem perfeitamente capaz de aparecer por aqui um dia, também escusas de te vir para aqui escovar, não tenho nada a ver com isso, e tal.

    Mas isto é alguma caderneta?

    Da primeira colecção de cromos de que me lembro, só retenho o bacalhau e a cobaia, sendo que a cobaia sou eu e o bacalhau também por cá já deixou o seu odor, que caralho de cromo és tu, o caracol sem casa?

    ResponderEliminar
  28. Lamento, fazes-me perder a cabeça. As tuas parvoíces não legitimam os meus excessos.

    ResponderEliminar
  29. Mas se calhar tudo o resto, sim.

    ResponderEliminar
  30. Ui!

    Ó anónimo, tu tem lá calma pá, que não te dê aqui um avc.

    ResponderEliminar
  31. Sabes uma coisa Junkie?

    "do what you want. if it's something you'll regret in the morning, sleep late".

    Não sei de quem é mas soa bem!

    ResponderEliminar
  32. Pois soa, o inglês tem esse dom, o soar bem.

    ResponderEliminar
  33. PÁRA TUDO, sff.


    Lamento, fazes-me perder a cabeça. As tuas parvoíces não legitimam os meus excessos.


    Mas se calhar tudo o resto, sim.


    Peço explicações,
    "tudo o resto", o quê?

    ResponderEliminar
  34. Isa? oi?

    Na visão do anónimo há, por um lado, as minhas parvoices, e por outro, tudo o resto.

    Acho que a balança fica equilibrada, não te parece?

    ResponderEliminar
  35. Posso meter a minha colher de sobremesa?

    ResponderEliminar
  36. Por mim até podes meter uma concha, Maguiga. Alguém meta alguma coisa, a ver se percebo o que se passou aqui. Mas a pessoa conhece-te, ó Junkie, the Jones?

    ResponderEliminar
  37. Ok, Junkie. Não dizes nada mas vou opinar na mesma.

    Aquela frasezinha pode ser interpretada de duas formas.1- Ou todas as outras coisas que para aqui se escrevem, retirando as ditas parvoíces do Junkie," legitimam os excessos" da pessoa anónimo;
    2- ou "tudo o resto", faz parte de uma área de conhecimento, a que nós, as restantes comentadoras, não tivemos acesso.

    ResponderEliminar
  38. Ahhhhhh! pronto, tão tá bem. gracias Maguiga.

    Ó Junkie, olha que eu não estava a querer entrar nas tuas intimidades hã? era só pra perceber se tinha percebido bem e isso.

    E é gaja ou gajo? sério, não me façam ler isto tudo tra vez .. de qualquer maneira, quero aqui deixar um reparo à pessoa, que penso ter sido a mesma que aqui ou no post abaixo disse que preferia não sonhar, mas antes viver a realidade, porque quer!
    Acabei de ouvir uma coisa que rezava mais ou menos assim: na vida, quando paramos de sonhar, é porque estamos só a dormir.

    Adoro estas merdas profundas. Quase tanto quanto das minhas botas novas.

    ResponderEliminar
  39. Seja o que for que aquelas considerações signifiquem, nem um milímetro da minha razão ou emoção vibra.

    De facto, não aprecio particularmente posturas de suposta superioridade moral, por mais legitimas que sejam.

    ResponderEliminar
  40. Por mais legitimas que sejam?

    Não há absolutamente nada, que possa legitimar qualquer sentimento de superioridade (sob qualquer aspecto) de alguém sobre alguém.

    ResponderEliminar
  41. Dou sempre uma margem de dúvida porque , não conhecendo as verdadeiras razões, posso estar a incorrer num juízo apressado, logo desajustado da realidade.

    ResponderEliminar
  42. Isa, sobre essa questão da superioridade, mas num contexto diferente, estive a ler este texto.
    A parte final é sublime.

    http://en.wikisource.org/wiki/Solitude_of_Self

    ResponderEliminar
  43. 1º não sei se conheço, se é o ou a, nem sei nada para além do que vem a seguir.

    2ºtudo o resto é até onde o hubble alcança, e mais além, algo capaz de ombrear com a minha parvoice.

    Mas é, ou não é, este ser anónimo, interessante?
    É pois, para nós os entediados.

    ResponderEliminar
  44. Eu entediado com a minha própria cegueira, pois nem vejo a sorte que tenho em ser o 3º vertice deste triângulo.

    ResponderEliminar
  45. Maggie, fui ler o texto que sugeres, e depois de o olhar de alto a baixo, e perante o teu comentário sobre a excelência da parte final, li a ultima linha, e francamente, gostei!

    ResponderEliminar
  46. O texto é de uma feminista mas o " Our inner being, which we call ourself" refere-se à nossa dimensão humana, de todos, homens e mulheres, tão íntima , tão solitária e tão individual e que dá também a dimensão da nossa liberdade.

    ResponderEliminar
  47. "And yet, there is a solitude, which each and every one of us has always carried with him, more inaccessible than the ice-cold mountains, more profound than the midnight sea; the solitude of self. Our inner being, which we call ourself, no eye nor touch of man or angel has ever pierced. It is more hidden than the caves of the gnome; the sacred adytum of the oracle; the hidden chamber of eleusinian mystery,for to it only omniscience is permitted to enter".

    Deviamos aprender isto logo a seguir ao "mamã" e "papá", interiorizar muito bem interiorizado que cada um de nós é um mundo, do qual nem mesmo nós temos pleno conhecimento.

    Lindo, Margarida.
    Obrigada.

    ResponderEliminar
  48. Tu sabes o que significa tudo o resto. Estás apenas a tentar arranjar maneira de descobrir a dimensão do resto que eu sei. Mas não posso dizer tudo por causa do que diz na tal última linha.

    ResponderEliminar
  49. Tirando o facto de possuir carradas de estrogénios a mais do que tu, não sei a que superioridade te referes.

    ResponderEliminar
  50. Quem falou em "superioridade" fui eu. Por sinal tenho montes de estrogénio e bastante saltitante.

    ResponderEliminar
  51. Apanhei umas frases lá pelo meio com as quais não concordo mesmo nada. Não me identifico com conversa de feministas.

    ResponderEliminar
  52. Imagino. E saltitante? Isso assim de repente não me parece grande ideia. O google explica.

    ResponderEliminar
  53. Já percebi que vou ficar à porta, que indelicadeza.

    ResponderEliminar
  54. Experimenta contribuir pra um qualquer tipo de diálogo saudável, pá, e pode ser que já não te deixem a falar sozinha. Sério, desde que aqui chegaste que não mandas com 1 prá caixa, ele é cada tiro cada melro. Que não tens paciência, que não és tolerante, que as parvoíces do dono aqui da tasca não legitimizam os teus excessos, mas que se calhar tudo o reso sim, que ele quer é saber isto ou aquilo, que não sei quê das alternativas ... enfim, estás a pensar alto e mai nada.

    Ele tem um mail, sabias? atazana-o só a ele pá, deixa lá o resto do pessoal ter uma leitura disto mais ou menos coerente, caralho.

    dasse!

    ResponderEliminar
  55. E essa de não te identificares com conversas feministas, ou porque leste ali uma frase ou outra que não gostaste por isso mesmo, diz qualquer coisa de ti, e em mau.
    A ver, o facto de se ser isto ou aquilo e de, genericamente ou em principio, não nos indentificarmos com o assunto, não invalida que o que quem se identifica diz, seja, só por isso, posto de parte.

    ResponderEliminar
  56. Mais que tua mãe, é o que tou a ser, tu lê-me e pensa, tutxa. Não m'andes por aí nestas figuras, que te vais fartar d'apanhar porrada.

    Agora vai dormir, apaga as luzes à saída, e leva o lixo pra despejares de caminho.

    Saravá.

    ResponderEliminar
  57. Eu já expliquei uma vez o motivo pelo qual eu ajo assim. Não me obrigues a repetir.
    Parece-te que eu ponho alguma coisa de parte verdadeiramente? Eu sou pela inclusão, igualdade de oportunidades, de direitos, de tudo, mas não gosto dos excessos da conversa de feministas. Precisamos dos homens para muitas coisas logo podemos ser todos felizes a precisar uns dos outros?

    ResponderEliminar
  58. Eu sou pela partilha, não de tudo nem com todos, e respeito "o mundo" dos outros tal como espero que respeitem o meu, mas há limites razoáveis, tá? E não me mandes para a cama que eu faço o contrário só para chatear.

    ResponderEliminar
  59. Pra quem disse que era superior por transportar em si carradas de estrogénio, parecxe-me que estás um bocado em contradição contigo. Mas ok.

    Podemos e devemos(acho que te falta ali um "não" na última frase) e pessoalmente também não partilho da mesma cartilha ideológica das feministas. Nutro no entanto o maior respeito por quem me garante, hoje, o direito ao voto, e outras coisas mais, como por exemplo poder estudar, ou sequer ter voz activa numa sociedade antes controlada exclusivamente por homens.

    ResponderEliminar
  60. Então vai fazer o contrário.

    JÁ!

    ResponderEliminar
  61. Ler o texto com essa leviandade e pobreza de análise, esquecendo ou desconhecendo os pressupostos históricos, descontextualizando tudo, é redutor e, no mínimo, triste. Não admira. Pelo menos mantém a coerência e regularidade nos comentários vazios e despropositados.

    ResponderEliminar
  62. Amanhã vejo as contradições. E obviamente que a importancia histórica é inquestionável. O papel actual na Nossa sociedade é que já o é, independentemente da questão da desigualdade dos salários e da violência doméstica (que é outra questão).

    ResponderEliminar
  63. Mais uma a bater no ceguinho? Eu li o texto muuuuuito na diagonal que é como quem diz li umas frases soltas para ver se me agradava e o final. Está aberto para ler amanhã.
    Tão boazinha que eu sou, vês?
    Eu estou a pesquisar para um trabalho e aqui a comentar, não posso fazer tudo bem ao mesmo tempo, ok?

    ResponderEliminar
  64. Tratam-me mal, não volto.

    ResponderEliminar
  65. Quero lá saber se está a fazer pesquisas ou a dar banho ao cão! Se não leu não se pronuncie, sempre evita fazer figuras ridículas.

    Esse tom paternalista misturado com vítima é completamente corny. Já não se usa mesmo.

    ResponderEliminar
  66. Vítima sim, ando a aprender umas coisas.
    Paternalista porquê? Por causa das feministas?

    Que chatice, o que se usa então?

    ResponderEliminar
  67. Isa, também não me revejo no entrincheiramento feminista. Já percorremos todos, homens e mulheres, um longo caminho e aqui chegados compreendemos melhor a razão das coisas e sabemos que somos peças do puzzle que é a humanidade. Só fazemos sentido uns com os outros, mas cada um de nós tem um valor próprio e único. As nossas diferenças é que nos fazem sobreviver. Somos cruéis e bondosos, competentes e incapazes, independentemente do facto de sermos homens ou mulheres.
    Sabemos que há ainda muito a fazer, do ponto de vista das mentalidades e dos costumes . Olhamos com muito respeito lá para trás para as suffragettes e para a sua luta, e é com um misto de humor e ternura que falamos do simbolismo dos soutiens queimados, agora que já moldamos as maminhas a nosso gosto e temos soutiens que as empinam.
    O texto de Elizabeth Stanton, apesar do contexto histórico-político, salta as barreiras do tempo e é, sobretudo, um belo manifesto de direitos humanos.

    ResponderEliminar
  68. Eu estou completamente de acordo com o que a Margarita acabou de comentar, homens e mulheres, somos muito diferentes, mas temos que estar, e estamos, cada vez mais em plano de igualdade, cada um no seu papel, e as diferenças não se podem restrigir à dicotomia homem/mulher, mas alargar-se, ou definir-se na diferença indiviudual de cada ser humano, somos todos rodinhas de um enorme engrenagem que se quer a funcionar como um relógio suiço, e acredito que lá chegaremos, tenho essa fé na espécie humana.

    Espécimens como aqueles que se arvoram o estatuto de pilares da razão, mas que não são mais do que sorvedouros da energia alheia continuarão a existir, porque a humanidade tem como destino a unidade, mas é na diversidade que tem os seus alicerces.

    Um dia todos seremos quase como eu.

    ResponderEliminar
  69. Estamos na presença de um belo exemplar de ser humano que merece ser preservado.
    Ainda bem que vim aqui parar!

    A honra é minha em me permitires escrever uns comentáriozitos.

    ResponderEliminar
  70. Só uma coisinha que me estava aqui a passar despercebida, e só para que não restem duvidas mnhas caras comentadoras, aqui eu escolho Quando e Quem vai levar o lixo.

    ResponderEliminar
  71. Tens toda a razão. A casa é tua.

    Pela minha parte, peço desculpa por ter dito à pessoa anónima para levar o lixo.

    ResponderEliminar
  72. Eu não peço desculpas de nada.

    Levar o lixo não é tarefa depreciativa, mas sim um acto contributivo para a devida conservação e higiene dum qualquer espaço. Uma vez que o dono desta espelunca resolveu ir às putas e abandonar os convivas às suas próprias sortes, nada mais justo que o conviva menos produtivo em termos opinativos, fizesse qualquer coisa d'útil por si abaixo.

    Tu, não escolhes nada, sioux, porque quando estiveres presente pra escolher, também estarás presente pra fazeres tu, as tarefas que são tuas, por obrigação. Era só mesmo o que faltava. "Eu escolho". O caralho é que tu "escolhes".

    ResponderEliminar
  73. Ninguém escolhe nada. O homem é que leva o lixo.

    Apeteceu-me vir dizer qualquer coisa.

    E a reciclagem também.
    Vou dormir.

    ResponderEliminar
  74. Está bem, prontos, podem escorraçar quem quiserem daqui, mas primeiro deixem-me aquilatar das qualidades mamária e rabal da vitima.
    Mas vejam bem, imaginem qie aqui a anónima tem uma boas mamas, e/ou até um belo rabo, acham justo tratá-la mal? Claro qe não é justo!

    ResponderEliminar
  75. Ó Junkie, não vejo ninguém a escorraçar quem quer que seja!

    E quem é que está a ser mal tratado?

    Essa questão de ter boas mamas e bom rabo significar que tem de ser bem tratada, é uma grande ideia. Aprovoda!Espero que não fique só no plano das intenções.
    Pena não poder ter efeitos retroactivos!

    E aquilata lá o que quiseres e que não te doam os quilates.Nunca!

    Hoje levo eu o lixo. Já estou muito treinada e, como diz a Isa, é uma nobre tarefa que contribui decisivamente para a manutenção das condições de higiene e salubridade de qualquer espaço.


    * por via da igualdade de oportunidades, exige-se ao ilustre Junkie Jones também bom tratamento para as comentadoras que a nível de maminhas sejam parecidas com o pai e cujos traseiros já se tenham posicionado em pontos mais altos. Esta ressalva visa também proteger os direitos de eventuais comentadores.
    Proponho ainda que seja redigida a Declaração Universal dos Direitos dos Comentadores deste blogue.

    ResponderEliminar
  76. Pois, se as condições minimas exigidas para ser comentadora aqui do tasco fossem do conhecimento geral, a anónima já saberia que o envio de foto em nu integral é essencial para se sentir no direito de, até dar ordens.

    ResponderEliminar
  77. Já fui por o lixo no contentor, mas está tanto vento que fiquei com a trança toda desmanchada:

    http://3.bp.blogspot.com/_nSpBbYXG_Jg/TTcLMjF2IxI/AAAAAAAAAMw/FMbDeFQKyW4/s1600/Tranca.jpg

    ResponderEliminar
  78. É com a foto que estás a pensar avaliar as qualidades? Lamento desapontar-te mas isso não existe nem existirá. Viste o que aconteceu à Scarlett? De repente toda a gente viu que aquele tom de pele imaculado branco-róseo quase translúcido não é tão perfeito assim. Pois é.

    ResponderEliminar
  79. Mas é só por isso que não envio, obviamente.

    ResponderEliminar
  80. "Declaração Universal dos Direitos dos Comentadores"

    Margarida, brilhante!
    subscrevo e sugiro uma página no FB também.
    Como clausula 1ª proponho o chicoteamento em praça pública, de qualquer blogger que sugira inverdades, como a que o dono desta coisa fez.
    À primeira tentativa.
    À segunda (reincidências, portanto) que lhe sejam fracturados os dedos que teclam, de ambas as mãos.

    ResponderEliminar
  81. Estou a passar-me e desta vez não tem nada a ver com vocês, para variar.
    Hoje, excepcionalmente, não há beijinhos, abracinhos ou outras coisas acabadas em inho?

    Ou outra coisa qualquer que me impeça de trepar pelas paredes?

    ResponderEliminar
  82. Coitadinha, é o que dá passar dois dias a olhar para bordos, buracos, fossetas, canais, tuberosidades, cristas, faces, posições (and no sex). Pronto, já passou.

    ResponderEliminar
  83. Eu é mais bolos, mas salgados também. Croquetes, chamuças, empadas, rissóis, folhadinhos de salsicha, etc. Sirvo casamentos e baptizados.

    ResponderEliminar
  84. http://www.youtube.com/watch?v=y8yeVgHvyKI&feature=related

    ResponderEliminar
  85. Margarita, musica para bébés aqui?

    Aqui o que se quer é babes, e não bébés.

    ResponderEliminar
  86. Ó pázinho, foi a formulação de um desejo, que todos dormíssemos como bebés e aproveitei e coloquei aquele tube com uma menina muito fofinha!

    Ai que coisa! Tarda nada atiro-te com uma chamuça!

    ResponderEliminar
  87. Além do mais, já cá tens três babes. É favor não menosprezares as tuas comentadoras.

    Olha que estamos, quais Founding Fathers, mas em gajas e em bom, em vias de escrever, quiçá com nosso sangue(ketchup), suor( com o calor que está nunca se sabe) ou lágrimas(de riso)um belo e sofrido texto em que estatuímos os nossos direitos como comentadoras.
    Muita atenção,pois, Junkie Jones!

    ResponderEliminar
  88. Quando quiserem, pois enviem-me proposta do tal vosso estatuto de comentadoras para aprovação e consequente afixação em post, ou então reprovação, e consequente utilização como papel higiénico.

    ResponderEliminar
  89. Soberano Junkie Jones, toma lá que é para veres como é a revolta dos povos oprimidos:


    Declaração de Liberdade e Independência de Opinião das Comentadoras do Fim do Mundo em Privado (2011)

    Determinação do Primeiro Congresso Virtual, 11 de Outubro de 2011
    Declaração unânime das três Comentadoras do Fim do Mundo em Privado.

    "Quando, no decurso da História da Bloga, se torna necessário às comentadoras assumir, de entre os poderes do espaço virtual, o estatuto de igualdade que as Leis da Natureza lhes conferem, o direito e o respeito que lhes é devido perante as opiniões da Humanidade, urge, pois, que as mesmas declarem as suas razões.
    Consideramos estas verdades por si mesmo evidentes, que todas as comentadoras são criadas iguais, sendo-lhes conferidos pelo Criador da Bloga certos Direitos inalienáveis, entre os quais se contam a Liberdade de Expressão, o Humor, a Linguagem Escatológica e a Busca da Felicidade. Que para garantir estes Direitos, são instituídos os Bloggers, derivando os seus justos poderes de acordos amigáveis. Que sempre que qualquer Forma de Administração de Blogue se torne destruidora de tais propósitos, as comentadoras têm o direito de dizer: “ qué isto, então já chegámos à Madeira, ou quê?” bem como a instituir mecanismos no Blogue, que assentem os seus fundamentos nesses princípios e do modo que lhes pareça mais adequado à promoção da sua Felicidade e Boa Disposição."

    Fim do Mundo em Privado, 11 de Outubro de 2011

    Anónimo Franklin, Isa Jefferson, Margarida Adams
    (vai por ordem alfabética para não haver pruridos, ok?)

    ResponderEliminar
  90. Porque não convém queimar etapas, agora apresenta-se esta declaração.

    Qualquer dia terás a proposta da Declaração de Direitos.

    ResponderEliminar
  91. Eu acho bem, principalmente por já haver um nome para a anónima, "Franklin".

    Diz-me uma coisa Margarita, tu bates bem da bola?

    ResponderEliminar
  92. Não brinques com coisas sérias. Devias estar honrado por teres aqui uma declaração baseada na Declaração de Independência dos Estados Unidos.

    Está assinada, ou será se concordarem, pelas correspondentes, no feminino, de três dos Founding Fathers, a saber: Benjamin Franklin, Thomas Jefferson e John Adams.

    Não bato nem quero bater.

    Agora resta saber a opinião das outras comentadoras.

    ResponderEliminar
  93. E estou honrado, não tão honrado como se me tivessem acabado de fazer um bico, mas suficientemente honrado para reconhecer o brilho da vossa/tua declaração.

    ResponderEliminar
  94. Caraças, então hoje não se pode brincar?

    Um bico, usas lápis? Pensava que tinhas porta-minas!

    ResponderEliminar
  95. Sabes quem é que morreu a pensar?

    Cais sempre na mesma pá, é incrivel.

    ResponderEliminar
  96. Umas vezes penso, outras vezes julgo, mas caio sempre, caneco,pá!

    Agora vou ali acima ver como está o clima.

    ResponderEliminar
  97. Margarida, subscrevo a declaração e confirmo que não bates bem, mas eu queria ser o Jefferson em vez do Franklin. O tipo fartou-se de inventar cenas, não sei se é de confiança.
    Tudo o que promova a felicidade e a boa disposição entre os povos é bem vindo. Paz, amor e, já agora, a garrafa de vinho da Isa.

    ResponderEliminar
  98. Subscrevo tudo, vinho inclusive, se se puder mandar o dono desta porcaria pró caralho, sempre que nos apetecer, sem sofrermos retaliações por isso.

    ResponderEliminar
  99. Quais retaliações?
    Olho por olho pá, não lhes chames retaliações, quando muito troca de mimos, que a gente mima-se, então pois não mima? Mima pois!

    ResponderEliminar
  100. Junkie, tás a ver, fodeste-me a reputação. Tão prendada e certinha que eu sou e vens tu cobres-me de ignomínia, lanças-me pelas ruas e vielas da amargura, salpicas-me o nome de lama.

    Troca de apelido à vontade, achei que Franklin te assentava bem, mas muda!

    Isa, o pró caralho está impícito e será o corolário do "já chegamos à Madeira..."

    ResponderEliminar
  101. Deixa lá, já está publicado no Diário do Fim do Mundo.

    ResponderEliminar
  102. Uma gaja cansada torna-se condescendente e reclama pouco. Deve ser essa a estratégia.

    ResponderEliminar