domingo, 27 de novembro de 2011

My name is Pot, JackPot ou talvez não

Sinto-me a transbordar de sentimentos, mas não os exprimo, por inépcia social ou por timidez, não sei, vivo com eles, entre eles, e quem diria?
Não adivinhará certamente tal coisa quem para mim olhe, apesar de eles existirem em cada pixel do meu ser.
Sinto-me, nesse aspecto, como o azeite e a água, uma fina camada superficial não se mistura com o que encobre, não importa a profundidade que possa existir, só se vê a camada superficial, fina, hermética e moldavel.

12 comentários:

  1. Apetecia-me tirar a pot ao Jack mas não convém, que hoje é dia de trabalho e o post é sobre os sentimentos que ficam lá no lugar mais profundo que nos habita.
    Pois, os sentimentos que uns dias transbordam e que em outros se resguardam e aninham à espera do calor das palavras e dos gestos que saem do coração.

    "You is kind, you is smart, you is important":

    http://www.youtube.com/watch?v=UZimx1wHYcs

    Se me declarares lamecha, eu assino por baixo.

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  2. Escreva eu o que escrever, a Maggie só descortina nobres pensamentos, louvaveis intenções, o que pode estar errado, muito errado.

    Usa-se muito a expressão de que o olhar é o espelho da alma, até há uma musica de uns gajos estrangeiros, que às tantas diz algo do género "Quando olho fundo nos teus olhos, posso jurar que te consigo ver a alma".

    Pois bem, se isto é tido como uma verdade quase universal, também não é menos verdade que não se consegue conhecer alguém só pelas suas expressões faciais, ou pelas suas palavras.

    Se há pessoas que trazem a sua natureza à flor da pele, outras não mostram mais do que enfeites ou até distorções, e a distinção entre estas situações pode ser impossivel de determinar.

    Claro que nós, os experientes na vida, já não somos assim levados com duas tretas, mas mesmo assim continuamos a ser injustos em alguns julgamentos que fazemos, para o bem e para o mal.

    Isto tudo a propósito do anónimo, que pode simplesmente não se conseguir exprimir de forma adequada, recolhendo algumas antipatias e no fundo ser uma joia de pessoa.

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  3. Tanta conversa não sei pra quê. Primeiro, somos praticamente todos assim, não há ninguém que ande com a sua natureza à flor da pele. Erguemos barreiras. Eesmo quando nos rimos muito ou temos uma expressão facial muito afável,as defesas estão lá. Isso de se ver a alma de alguém, no olhar, é verdade. Mas lá porque se vê a alma, não quer dizer que se entre nela. Depois sobre o anónimo, pela parte que me toca, não lhe tenho antipatia nenhuma. Não foi a mim que ele mandou mails aos quais não obteve resposta, não é?

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  4. Não descortinei nada das tuas palavras,não interpretei os teus sentimentos nem de anónimos ou identificados. Aproveitei o mote "transbordar de sentimentos",para conjecturar sobre sentimentos, e deambular pelas memórias de um filme que vi recentemente.
    Todos precisamos daquilo a que os psis chamam "reforço positivo". Nada de novo até aqui.

    Para que conste, não avaliei ou muito menos julguei o carácter de quem quer que fosse.

    Quanto à experiência de vida ser garantia de clarividência e bom senso, não estou de acordo quando me coloco no centro da questão.
    Tenho alguma experiência de vida, sobretudo em intensidade , e tenho-me deixado levar "com duas tretas", até com uma só.

    Não tenho nenhum tipo de antipatia pelo Anónimo.
    Trocámos aqui comentários,e penso que não tiveram conteúdo que leve a essa conclusão.Se assim foi entendido por ti e/ou por ele,mesmo não havendo intenção, por tal peço desculpa a ambos.

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  5. Ó pra elas a desculparem-se!

    Eu falei em nós, e obviamente referia-me a quem, como eu, poderia achar acertada a minha opinião.

    E fico aqui a cogitar com os meus botões se nos vossos comentários não andará adjacente uma necessidade de se justificarem a si mesmas.

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  6. Eu cá acho que o anónimo tem uma maneira esquisita de ser, se é que à forma como se apresenta em comentários se possa chamar maneira de ser.

    Quase que me apetece mandá-lo pró caralho de vez em quando.

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  7. Só usas o "nós" quando te referes à experiência de vida e quem traz o Anónimo à colação és tu quando dizes "Isto tudo a propósito do anónimo, que pode simplesmente não se conseguir exprimir de forma adequada, recolhendo algumas antipatias e no fundo ser uma joia de pessoa".

    Quando li e comentei este post nunca tal me passou pela carola.
    Só eu é que me desculpei.
    Às tantas, terei alguma necessidade de me justificar perante mim própria, talvez por ser totó, dos pés à cabeça.

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  8. Maggie, vamos lá a ver uma coisa, tu não és tótó caralho, não me fodas, tu és uma gaja inteligente, culta e assertiva, portantos pá, de tótó não tens nada.
    Além do mais és uma querida.

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  9. No meio disto tudo há uma coisa que me deixa irrequieto.

    E se o anónimo é uma gaja boa?

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  10. Já agora que seja um gajo bom, sff.

    A Isa e eu também temos direito à vida, olha, olha!
    Que seja um gajo, que aqui as piquenas o ajudarão a decifrar os mistérios da vida e a mitigar as angústias existenciais. Temos de ser umas para os outros.

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  11. Maggie, que mau gosto pá, no dia em que aparecerem aqui gajos a comentar para além de mim, isto começa a parecer um blogue gay.

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  12. Isto não tem nada a ver com o tema deste post.
    Há uns atrás, falou-se de poesia e da sua eventual definição. Encontrei um excerto sobre o tema que me pareceu muito rico, não fosse ele de um poeta:
    "Vemos assim que a poesia é (...) a intimidade mais pura e mais selvagem de algo que não podemos traduzir ou determinar segundo os esquemas da compreensão racionalizante. Todavia, o poema não é um enigma. Ele é evidente na sua obscuridade ou na sua claridade ofuscante. O poema é uma manifestação da origem ou, por outras palavras, da Vida absoluta, e por isso mesmo é um mistério real. O leitor, tal como o poeta, é um cego que não tem outra luz além daquela que o poema projecta sobre si."

    António Ramos Rosa em A Parede Azul

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