terça-feira, 1 de novembro de 2011

Nem só o herpes é para sempre

Eu acredito que as coisas ficam para sempre, tudo o que foi ainda é, não na sua essência fisica, mas pelo facto de ter existido como entidade fisica, ou como acontecimento,  mesmo que tenha sido completamente esquecido, que não reste registo, faz parte do todo, e como tal, nele tem o seu lugar cativo.

É um pensamento estranho este, até para mim, mas é uma realidade, e apercebi-me disso hoje, ao abrir as janelas da memória. Lá estavam pessoas, coisas, lugares, sentimentos, que já nem me lembrava que fazem parte de mim.

24 comentários:

  1. Tudo fica. Dos que partiram e dos que ficaram.
    As vozes, os rostos, os gestos, os cheiros, os acontecimentos, constroem a narrativa da nossa existência e povoam a nossa memória, que, em nome da sanidade mental, guarda nos cantos mais escondidos as dores e as tristezas que vão desfiando a nossa vida.

    A minha mãe, linda e cheirosa, a pegar na minha mão, através das grades da cama, até eu adormecer. Tão bom!

    ResponderEliminar
  2. Até as pedrinhas da calçada por onde passaste a um determinado momento da tua vida,fica registado.
    E molda-te. Tudo nos molda, nós somos hoje, o resultado de todas as nossas experiências, até hoje.

    E ustedes, como estão hoje? eu tou bem, obrigada.

    ResponderEliminar
  3. Pois é, somos um somatório, mas francamente, isso interessa?
    Viver do passado é por demais desaconselhavel, e acho que nem preciso explicar porquê, portanto pensamentos como o deste post é pertinente, mas deveras inutil.

    ResponderEliminar
  4. Ou não.

    Afinal acho que é útil.
    Inútil é achar que tudo pode mudar, como se o momento presente pudesse quebrar todas as ligações com o momento imediatamente anterior, e pudessemos começar de novo.

    Nada começa de novo, nada!

    ResponderEliminar
  5. Se bem que para pessoas diminutas, como eu, sem a grandeza minima necessária para perceber e assimilar o óbvio, a vida é cheia da esperança de novos começos, que se perpetuam em sucessivas frustrações, dia após dia.

    ResponderEliminar
  6. Como, onde, quando, mas essencialmente porquê, terá acontecido o maior evento de sexo em grupo da historia do homem?
    Violações em massa não contam, refiro-me a sexo consentido, mesmo que sem sentido.

    ResponderEliminar
  7. Talvez a mais recente seja a foda que o 1º ministro grego, o Papandreous, que com o consentimento de todos, os fodeu a todos agora, fodeu os gregos e fodeu os europeus.

    ResponderEliminar
  8. Acho mesmo que esta crise de herpes que estamos a viver, ainda nos reserva alguns amargos de boca.

    ResponderEliminar
  9. Acho eu, que nunca lá fui.

    Eu não sou daqueles que fazem questão de experimentar de tudo.

    ResponderEliminar
  10. Pode é transformar-se numa foda monumental aos mandos e desmandos dos todo-poderosos Alemanha e França.

    ResponderEliminar
  11. Junkie, ontem quando referiste "sexo em grupo", não percebi bem a que propósito vinha.
    I can see clearly now, talvez porque the rain is gone: sexo em grupo pode muito bem ser uma metáfora para UE. Sexo em grupo, sadomaso, mais precisamente na vertante bondage, que é onde nós e a Grécia figuramos.

    Qué cáxas?

    ResponderEliminar
  12. Sabes, quando referi sexo em grupo, era mesmo no fornicanço desgarrado e desregrado que estava a pensar, depois é que veio a associação ao foderem-nos a torto e direito.

    Mas nada em que valha a pena perder muito tempo a pensar, foram só uns flashes.

    ResponderEliminar
  13. Não tenho nada contra, mas foi uma actividade a que nunca me dediquei nem penso vir a dedicar.
    Muita gente, penso que deve atrapalhar, digo eu, apenas a conjecturar sobre o tema.

    ResponderEliminar
  14. Sei lá, se pensar em sexo dissociado do amor, até pode ser uma perspectiva interessante, digo eu que também nunca me vi envolvido em nada semelhante, e também não estou a ver a oportunidade a surgir.

    ResponderEliminar
  15. Também só consigo entender essas situações separadas das manifestações de amor e, provavelmente, como experiências e nunca como hábitos de vida sexual.
    No entanto, reza a lenda, que não há gajo que não sonhe com um threesome.

    ResponderEliminar
  16. Porque prá maioria dos gajos, sexo é sexo. Senão tem tu ... vai tu mesmo.

    ResponderEliminar
  17. Pois é, a maioria dos homens tem essa capacidade. Sexo é sexo, com ou sem amor e é sempre bem vindo.

    ResponderEliminar
  18. Ai, eu não, para mim o amor é muito importante.

    Eu, que já escrevi por aqui algures, que limpo o cu ao amor.

    ResponderEliminar
  19. Ó gajo, tu tá calado que caladito é que te quedas bonito, e assim aproveitavas e não fazias de conta que acreditas no que acabaste de dizer. Foda-se, 756,03 posts a falar da mema coisa, e depois sai-se com uma destas.
    You, don't walk that walk, my silly friend.

    ResponderEliminar
  20. Se bem percebi e não perdi o fio à meada, este é um post sobre "pessoas, coisas, lugares, sentimentos" que fizeram parte da nossa vida e que continuam em nós.
    No fundo poderíamos resumir tudo isso apenas a pessoas. As coisas, os lugares e os sentimentos ganham significado porque estão sempre ligados a pessoas.
    Todas as pessoas que passaram pela vida de cada um de nós, transformaram-nos de alguma maneira.
    Não conseguimos,e instintivamente não queremos, erguer uma barreira que nos deixe imunes aos outros.
    E eu penso, sem nenhuma conotação religiosa, nem interpretação mística, que esse é o verdadeiro sentido da vida: vivermos em relação com os outros e ir-mo-nos assim construindo, com todos, com os que entram, com os que saem e com os que permanecem na nossa vida.

    ResponderEliminar
  21. Pois é, que terei eu feito noutras vidas para merecer duas comentadoras como estas duas que me precedem?

    Isto sem desprezar os leitores silenciosos.

    Seja lá o que tenha sido, só posso concluir que o meu trajecto é descendente.

    ResponderEliminar
  22. Pese embora os nossos esforços, tendo a concordar.

    Só me trazes delusões,tu.

    ResponderEliminar