sexta-feira, 30 de março de 2012

Vinte Mil Nádegas Submarinas

Verme, o meu nome é Júlio Verme, e sou um duro.
Trago tatuado num braço “Amor de Mãe”, e no pénis uma espécie de código de barras, que se transforma na palavra “Nautilus”, quando este se estica para submergir.

Como medusas, eram como medusas sem tentáculos, e habitavam os meus sonhos mais molhados, milhares de nádegas bamboleantes que me rodeavam e implicitamente convidavam o Nautilus para 20.000 léguas de avanços e recuos.

Este era um sonho recorrente, até que alguém, no mesmo estilo de quem me garantiu que não existe Pai Natal, afirmou como quem afirma uma banalidade incontornavel , que nem sequer de entre as nádegas da Catarina Furtado saem bombons, tão pouco um odor Dior, e de lá não se poderá esperar nada mais do que aquilo que se poderá ver surgir de entre as nádegas do Cavaco.

Eu, Júlio Verme, sou um duro, para aguentar firme tal realidade.

3 comentários:

  1. Vai-se uma pessoa para trás do sol-posto e vem-se e tu, Nemo, a navegar no mesmo oceano.Gostas pouco, gostas!

    A visão das nádegas de Cavaco pertence não a "Vinte mil léguas submarinas" mas a uma cena do Inferno da "Divina Comédia"! Foska-se, pá, tem pena de nós!

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  2. Pois é my friend,por mais sensíveis, criativas, solidárias, empreendedoras que sejamos, por mais que a nossa alma voe e se estilhace de prazer ou de dor, essa é uma das medidas da nossa natureza: todas nós,tal qual os nossos parceiros do periscópio, precisamos de ir à casinha com os nossos bonitos, redondinhos,empinados, rijinhos e apetecíveis rabiosques, fazer a nº1 e a nº 2.Idem para quem os tem flácidos e descaídos, que isto de ter um belo traseiro, tá provado que não dura sempre.

    Não quero cortar o teu barato mas não te esqueças que, como diz Santo Agostinho, nascemos entre urina e fezes.

    Como dizes,nada mais há a fazer, resta-te ser duro para enfrentar com firmeza a nua e crua realidade.

    Só te peço que nunca mais exemplifiques nada com o rabo do Cavaco, deixa-nos um espaçozinho para o sonho!

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  3. O Santo Agostinho diz isso?

    Ai o malandro....

    O que ele não disse, foi que apesar de termos nascido de entre urina e fezes, passamos grande parte da vida a tentar voltar lá. O Freud deve ter tido também pensamentos sobre isto, de certeza.

    E então foste para lá do sol posto, e não trazes sequer uns doces regionais? Rica amiga...

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