segunda-feira, 7 de maio de 2012

Santa Epifania

A religião é um tema fascinante, e como tal é tema dos meus pensamentos com alguma regularidade, sendo que estava aqui a tentar perceber porque raio os milhões de fieis seguidores das suas próprias religiões tentam fazer do seu Deus, burro. Claro que o ser humano é imperfeito, e como tal é admissivel esperar que Deus compreenda os erros dos seus seguidores, no entanto, e apesar de errar ser uma das actividades mais regulares da humanidade, não seria de esperar que em questões de religião houvesse um cuidado extra em praticar a coerência? Mas não, a malta segue alegremente as indicações dadas pelos que na terra se proclamaram representantes de Deus, indicações que têm sofrido actualizações ao longo dos anos, como se de medidas de marketing se tratasse, ignorando que Deus, por definição, é intemporal. Que Deus me perdoe, mas esta coisa das religiões cheira-me a esturro.

41 comentários:

  1. Não posso dizer que o tema religião me interesse por aí além, mas compreendo que outras pessoas se sintam fascinadas, preocupadas ou até angustiadas com a coisa religiosa. No que respeita às actualizações, penso que até deviam ser mais.A ICAR, por exemplo, tem feito alguns progressos mas ainda não fez o aggiornamento que a coloque de acordo com os tempos que correm e se calhar nem deve, sob pena de perder a identidade, não sei. Nestes assuntos, o ponto de vista de uma não crente não deve ser levado em conta.
    Uma coisa é certa, há uma religião, ou seita religiosa, não sei se estou a designar correctamente, que,com uma frequência preocupante, me fode as manhãs de domingo e isso é muito chato.
    E sobre religião, é tudo o que consigo comentar.

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  2. Ah..
    a religião, a religião..

    E é tudo que consigo dizer sobre o assunto.
    Isto e rezar uma Avé Maria. Ou um Pai Nosso.
    Esta última oração é, aliás, a única de todas as que aprendi, a que ainda hoje me traz lágrimas aos olhos quando a trauteio. Vá-se lá saber porquê.

    (Se mais valia ter ficado calada? Claro que sim! Mas não era a mesma coisa).

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  3. Pois eu não consigo deixar de ficar surpreendido com esta coisa da crença em divindades, e como ela se manifesta e marca presença nos mais variados extractos sociais e intelectuais, desde tempos imemoriais até hoje, em todo o lado, até em Timbuktu
    Eu, pelo meu lado acredito firmemente em Deus, só ainda não consegui, digamos, concretizar a minha definição de Deus.

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  4. estratos, queria eu dizer, porcaria de teclado novo.

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  5. Teclado novo!? Eh lá! Não sei se o Gaspar vai gostar de saber isso...

    Ainda levas com a ripa por andares a esbanjar em tempo de crise.

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  6. Andas a saltitar de um lado para outro tipo... manobra de diversão? És tão trengo, valha-te Deus! Mesmo Ele, com toda a sua bondade e paciência, já te deve ter posto na gaveta dos casos perdidos.

    Se a moda pega e a malta desata a partilhar outras cenas que não palavras... ou arranjaste um duplo para as cenas de nu? A minha memória já me falha, e logo eu que sou tão boa com os detalhes.

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  7. Ainda sobre a questão de Deus e da religião, gostava de deixar aqui uma citação do Hitchens que faz todo o sentido para mim, para a minha concepção do divino:
    " Life on this earth, with all its mystery and beauty and pain, is then to be lived far more intensely: we stumble and get up, we are sad, confident, insecure, feel loneliness and joy and love. There is nothing more; but I want nothing more." – The Portable Atheist: Essential Readings for the Non-Believer, 2007

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  8. Falta-me acrescentar que no dia seguinte a ter colocado aqui este texto me surgiu uma conjuntivite, e um herpes labial.

    Quem quiser que conclua o que muito bem entender, como dizia uma notavel "amiga", "observe, medite e conclua"

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    1. Também acordei com o lábio inflamado. Ainda não percebi se é herpes ou se foi de ter estado a comer bagas de gogi e nêsperas ontem à noite como se não houvesse amanhã (o péssimo hábito de não me esforçar por controlar as minhas vontades súbitas).

      Isso de estares sempre com infecções é de não dormires em condições.

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  9. Não me digas que pensas ter sido castigo divino!?

    Brincalhão...

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  10. Ó Junkie, agora que Deus não nos ouve (deve estar a dormir a sesta) tu conta aqui à gente: então tu estás ligado à indústria cinematográfica, fazes filmes e tens duplos para as cenas de nu?

    Quer dizer, vens com queixinhas de herpes e conjuntivites e o carambas, mas não falas do que é realmente importante?

    Meu grande malandro, faz o favor de contar tudo, sobretudo os dirty details...

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  11. Ó Margarida tanto desprezo pelo tema religião, não tem medo de ser castigada?

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    1. Eu não. Os crentes é que vivem com receio do castigo divino. Estou fora da jurisdição do Altíssimo. :)

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  12. Cenas de nu, eu, a usar um duplo. Eu que ando sempre nu por debaixo da roupa.

    Quando for para aparecer nu, apareço eu mesmo. Eu e os meus abdominais.

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    1. Tu e os teus abdominais... :)

      Só falei na sequência do comentário da Anónima.

      Além disso também és saltitão. Só novidades.

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  13. Sim, eu e os meus abominaveis abdominais.

    Agora essa do saltitão não percebi, a unica coisa saltitona em mim é o Colosso, que é o nome que dou à minha pila.

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  14. Quem será o anónimo?
    Será um gajo?
    Será uma gaja boa?
    Um gajo não é certamente
    E uma gaja boa não anda por aqui assim

    Fui ver,
    e fiquei na mesma.

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    1. mau, mau... "uma gaja boa não anda por aqui assim".
      Tu explica-te que eu já não estou a perceber nada.

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  15. Corrige a gralha. Não conheço o outro senhor.

    É maluca de certeza, boa depende do conceito de cada um.

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  16. Sou boa, corrijo-te as gralhas com discrição e porque... sim.

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  17. porque corrijo e não "sou boa porque"

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  18. Sou boa porque lhe chamo gralha para não ferir susceptibilidades e porque digo sempre a verdade, à bruta quando estou chateada, com meiguice nas outras vezes.

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  19. Se calhar era "mais boa" se tivesse feito de conta que não tinha reparado.

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  20. Pois, não se pode ser tudo.

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  21. A saltitar e a disparar em todas as frentes. Quem estás tu a querer atingir?

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  22. Ai o tédio que isto seria sem o anónimo, só é pena não se perceber patavina do que ele quer dizer, porque de resto é um espanto, tem sempre algo a acrescentar.

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  23. É pena é que nunca optes por me fazer a vontade.

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  24. Junkie, se Deus existisse a vida seria mais assim

    http://www.youtube.com/watch?v=J2OLBhVua5c&feature=g-vrec :)

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  25. Isso segundo a tua definição de Deus, não é Maggie?

    Mas segundo essa definição, se não estou errado, existe também o lado oposto, em que num exercicio de equilibrio, para existir o bem, tem que existir também o mal.

    Eu acho que Deus é algo demasiado vasto para ter a ver com a felicidade de cada ser vivo, mas não sei explicar o quê.

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    1. Isto é só na brincadeira.
      Eu não tenho nenhuma definição de Deus, mas compreendo a necessidade de Deus e os vários entendimentos que dele existem.
      Há quem veja em Deus a fonte da felicidade, o sentido duma existência com limites terrenos.
      Se há pessoas que encontram felicidade e conforto na religião, ainda bem.

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  26. Com excepção de raros seres muito altruístas, o outro só pensa primeiro em nós e depois nele quando gosta (muito).

    Deus acompanha, na vida deseja-se e conquista-se. Se assim não fosse também não teria a menor graça.

    Só me vences em teimosia pelo cansaço.

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  27. Sabes anónimo, tu deves estar a escrever de muito longe, porque eu aqui tenho alguma dificuldade em perceber o que estás a querer dizer.

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  28. Pois é Margarida, fico sem entender como é que tu não tendo uma definição de Deus, compreendes os vários entendimentos que dele existem, mas pronto.

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  29. Eu não fui capaz de explicar o meu ponto de vista. Queria dizer que consigo compreender que existam vários entendimentos de Deus, nas várias religiões e dentro da mesma.

    Achas que se fossemos imortais a questão de Deus se poria?

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  30. Maggie??

    Dahaa?

    Se fossemos imortais eramos Deus pá!

    Mas atenta bem no que quiseste dizer, ao assumires que existe uma relação entre a morte e a crença em Deus, estás já a desenhar a tua definição de Deus.
    Então pois não é?

    E se acreditar que sou imortal, porque a matéria de que sou composto existirá para sempre?
    E que o facto de eu existir no tempo e no espaço é tão complexo, que é só por si um milagre?
    Tal como não há fogo sem fumo, também não há milagres sem Deus!

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  31. Não corrigiste o erro de ortografia porque não o descobriste ou porque, para variar, nao te quiseste comprometer?

    Se continuas sem perceber, esquece, devo ser só eu e os meus delírios. Eu calo-me.

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  32. Erro ortográfico? Onde? Como? Porquê? Quando?

    Diz lá anónimo, não aguento mais o suspense, onde está o caralho do erro ortográfico?

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  33. O wiktionary afinal diz que é old french e que a palavra actual teve origem nessa.
    Sabes que mais caguei para isso e para essas caralhadas com que tu te diriges.
    E se vais responder alguma coisa que sabes que não vou gostar de ler, poupa-me sff.

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  34. Foda-se, mas onde é que está o teu erro ortográfico? Também ando à procura dele e não o encontro! Já estou a ficar com os olhos todos trocados...

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  35. O que eu desatino com estas merdas.
    Deixo de saber onde começa a realidade e acaba a ficção. Não voltará a acontecer.

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  36. Pois é anónimo, não deixas de ser um ponto de referência para eu avaliar a minha sanidade mental, e estou bem, bastante bem até.

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