sábado, 7 de julho de 2012

Chama-se Darwin à cabine opinativa

Para além de tudo o que certamente Darwin pensaria sobre o posicionamento do anus entre as nádegas, certamente que teria opinião sobre a situação actual, e em como isso se encaixaria na sua teoria da evolução. Ele, que se serviu das tartarugas como exemplo e prova da sua teoria, também podia pegar nos portugueses e elaborar um modelo para o que vai acontecer, coisa que não andaria muito longe disto: Os mais capazes juntar-se-ão a sociedades mais desenvolvidas, nomeadamente no centro da Europa, onde há mais, e melhor remuneradas oportunidades de carreira. O território português ficará para alguns, poucos, com elevada capacidade financeira, e para um elevado número de cidadãos com baixa capacidade financeira, com tendência para ter uma postura serviçal. Aposto que haverá muitos influentes seguidores de Darwin por esses construtores da Europa afora.

3 comentários:

  1. Vou ser fofinha, não obstante justa: que belo texto que aqui plantaste, merecia ser mais divulgado ainda!

    Os tempos estão estranhos e o darwinismo social tem pontos de contacto com a superioridade racial.
    Isto começa a cheirar tudo muito mal...

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  2. E o título? A simbiose do título com a cultura da beterraba na bacia mediterranica?

    Até se me arrepia a pentelheira.

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  3. Catano, o título é um portento de simbiose entre cultura erudita e cultura popular. É como quem descasca batatas para cima da New Yorker!

    Não se me arrepiou devido ao empreendedorismo do Pedro Álvares Cabral e das abelhas. Foi só por isso.

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