domingo, 2 de setembro de 2012

E a saga continua

O cabrão do ponteiro dos segundos até já deve estar tonto, de tantas voltas sem parar. Onde caralho é o botão de pausa? 


Hoje li algures que a força aérea portuguesa patrulha os céus da Islândia.
Espectáculo! Sempre gostei do surreal, no entanto acho que seria justo, num espirito de intercâmbio, eles mandarem os políticos deles patrulharem o nosso espaço governamental. Se eles não têm força armada, nós não temos políticos capazes de conduzir o rectângulo decentemente.

A propósito, quem é o filho da puta do Murphy que inventou uma lei que determina a melhor semana do verão para o meu retorno ao doce trabalho? Esse era outro que devia ir patrulhar o caralho que o fôda.


As memórias. Essas também são outras que se esvanecem e voltam, também elas parecem adoptar o circulo como modo de existência, e fica um gajo a medir o desgaste de cada uma, a descobrir que afinal aquela que parecia resistir incólume ao passar do tempo, começa a ficar grisalha, e aquela outra, azêda, não lhe aconteceu mais do que refinar o seu sabor.


23 comentários:

  1. A política portuguesa preenche os mais estritos e básicos requisitos do surreal. Estamos nas mãos de incompetentes desvairados. Por aí nada mais há a dizer.

    Gosto de pensar que o puzzle da vida se constrói com cada um dos que nos estão mais inequivoca e intemporalmente ligados: pais ou pais e filhos.Todos as outras pessoas passam pelas nossas vidas como quem passeia através de um belo jardim e consegue, ou não, estar em harmonia com a beleza, o bem estar das sombras reconfortantes ou dos recantos soalheiros.

    Deves estar a pensar que sou uma gaja com uma visão cínica da vida. Não sei se será assim.
    Gosto de me apaixonar, de amar, de ser amada mas sem perder de vista que, pelas mais diversas razões, não vai ser por toda a vida, que vai acabar um dia que até pode estar perto.E quando esses dias chegam, convoquemos memórias doces mas não esqueçamos as azedas. Aposto os submarinos do Portas em como as azedas nos impelem a seguir em frente.Mais que as docinhas.



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  2. Ah, está um tempo fodido de bom. Tens toda a razão! Trabalhemos, então. :)

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  3. Não deixas de ter alguma razão, no entanto as relações mais próximas, pais/filhos, e até entre irmãos, não são intocáveis, são quase famosas as grandes zangas que acontecem entre os consanguíneos.

    Será um erro investir todos os fundos emocionais num relacionamento amoroso? A minha experiência diria que sim, mas sem isso a coisa fica menos intensa, e amar sem intensidade é menos.

    Também há uma outra dimensão, a do fingimento, coisa que abomino, e que ilude muito boa gente quanto aos relacionamentos, e nessa dimensão quem governa são as dissimuladas.
    São a coisa mais desconcertante as dissimuladas, e digo-o no género feminino porque é o que a minha experiência pessoal permite.

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  4. Concordo contigo. Nos relacionamentos baseados na falsidade, na traição, as mulheres costumam assumir essa postura enquanto que os homens escondem o desinteresse e o par de cornos que andam a pôr às respectivas, atrás de uma máscara de preocupação, muitas vezes com a desculpa dos afazeres e preocupações profissionais.

    É difícil a vida de um casal e acho que o casamento pontencia ainda mais a falta de lealdade, quando à primeira vista deveria ser o contrário.

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  5. Eu por acasos pá, acho que o que potência a falta de lealdade é a falta de caracter, isto de uma maneira geral.

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  6. É claro que a falta de carácter condiciona os relacionamentos dentro e fora do casamento.

    O facto de as pessoas estarem, digamos, "condicionadas" pelo contrato casamento, com todas as implicações que tem, pode levá-las com mais facilidade à falta de lealdade, a não assumirem o que de facto pretendem, com receio de porem em risco algumas das vantagens que o casamento possa representar, em termos de segurança material, prestígio social, respeitabilidade e credibilidade perante a família.

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  7. É como te disse, os valores são o que são, e cada um da-lhes a importância que quiser.... Prioridades, é o que é.

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    1. É isso. Prioridades é a palavra certa.

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  8. Margarida as pessoas saem tão traumatizadas do casamento que até conseguem ficar como você.É divorciada ou está mal casada?

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    1. Não consigo a proeza de sair sem ter entrado.
      Não considero que o casamento traga algum acréscimo de felicidade a um relacionamento.
      À primeira vista parece o contrato perfeito: estabelece limites, cria protecções. Puro engano. Tudo é facilmente quebrado e os votos de amor até à morte transformam-se em ódio mortal e os objectos que contribuíram para a construção da vida em comum são partilhados quantas vezes na barra do tribunal e até os filhos são "usados" nessa guerrilha!
      Já sem falar dos casamentos eternos, eternizados na traição, na frustração, na infelicidade contratualizada.

      Estimo muito que as pessoas se casem. Eu não, obrigada.Estou muito bem sem casamento.

      Respondi cabalmente às questões? :)

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    2. Para que ao sr ou à sra profiler não falte nada, convém saber que sou filha e neta de casais casados e os meus progenitores casaram estupidamente apaixonados e a igreja estava toda iluminada e a noiva parecia uma princesa. Não houve divórcios na família. O meu avô materno deu umas facadinhas no matrimónio,coisa pouca.

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    3. Bem não lhe solicitei tão digna resposta.Mas resta-me agradecer-lhe, fiquei esclarecido. Não sou psicólogo e também não sou casado, mas o seu caso talvez interesse a um amigo meu. Este assunto "mexe" consigo.

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    4. OMFG!
      Não me trate como um case study!Não sou uma freak :)
      Há muitas mulheres como eu, sem interesse pelo casamento.

      Sou uma fulana banal. Gosto muito de namorar, de viajar, ler, ouvir música, ir ao cinema.

      Quer maior normalidade que esta!? Só me falta falar do amor pela natureza e pela paz no mundo!:)

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    5. A sua retórica é elegante e suave. Cada vez o seu "caso" é mais intrigante. Quando diz "fulana banal" significa normal?

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    6. Sim, banal, vulgar, normal, average :)
      Porquê "intrigante"?

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  9. Ó caralho, esta merda não é o jardim dos namorados.

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    1. Margarida sorria bastante porque já conseguiu iiiiiirrrrriiiiitaaaar o seu amigo ;(

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    2. :))

      Não tenho blog mas compreendo que o nick Anónimo cria alguma entropia na comunicação.

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  10. Ó Maggie, foda-se pá, já me irritaste, que se passa contigo?

    Agora que a vida me parecia particularmente perfeita, tinhas que te por com merdas.

    E tu ó anónimo, que passa, queres conversinha? Deixa-te de merdas, e se tens algo de interessante a comentar, força, não me venhas é com esse estilo delicodoce, que eu não tenho nada contra a homossexualidade, mas não aprecio a paneleirice.

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    1. Então estás como eu quando passo debaixo de pinheiros, fico irritada, cheia de comichões.

      Caro Junkie, eu também pensava assim até ao dia - já contei aqui esta desilusão - em que reparei que o Pai Natal trazia calçadas as botas da minha tia.

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  11. E esta heim? eu que me achava original... afinal já outra tia tinha tido a mesma ideia... raio dos putos vão logo olhar para as botas...
    se fossem olhar para o Tadeu Anacoreta cego que nunca viu a tocar no seu trombone é que faziam bem.
    Safo

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