terça-feira, 25 de setembro de 2012

Eu e as gajas

Não fossem as gajas e o meu dia a dia seria bem mais fácil, precisava de muito menos dinheiro, talvez até pudesse deixar de trabalhar. Sem toda aquela despesa que um gajo tem para estar dentro dos padrões que a gaja normalmente aprecia, podia perfeitamente prescindir de horários de trabalho.
Passava a banhos semanais, fazer a barba, pentear, escovar os dentes, tudo ao sábado.
Talvez até desse para umas gajas low cost de vez em quando. 
Uma casa numa daquelas aldeias abandonadas, com um quintal onde pudesse plantar para as minhas necessidades, deve ser quase dada. Só vejo um problema, nesses sítios não devem abundar as gajas, nem sequer as low cost.
Tudo seria bem mais fácil se eu fosse bonito, o que vem comprovar a estupidez das gajas que não percebem todas as minhas outras maravilhosas qualidades naturais.
De facto nem sei porque me dou a isto, talvez para perceber que conseguiria ser pior do que sou.
Aposto que deve haver muitas Marias por esse rectângulo fora com o argumento "ó Manel, deixa-te de merdas que a crise também chegou à cama, e a austeridade canal. Temos um dever de solidariedade para com o País."
Acreditem, um gajo tá fodido!
E ainda vem um filho da puta, que quer ser presidente dos states questionar sobre a inexistência de mecanismos de abrir nas janelas dos aviões. Isto tá tudo fodido, não há volta a dar, e eu que era capaz de ser feliz com tão pouco. Que dizer, pouco quando comparado com as possibilidades teóricas.

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