domingo, 14 de dezembro de 2014

O Natal de Ibraim

Dezembro, 2014, é novamente tempo de contos de Natal.

Ibraim, chamemos-lhe assim, olha pela janela, a noite está calma, a lua brilha com intensidade, e as estrelas estão lá todas, escondidas pelo luar algumas, mas a grande maioria, a imensurável maioria, escondida pela distância.
Será que estão mesmo? Mania de extrapolar?
Extrapolando então para o areal numa praia, um extenso areal de areia branca num dia sem vento, vê-se uma fina camada de grãos de areia até perder de vista, e por baixo dessa camada estão certamente muitas camadas idênticas.
Mania de extrapolar? 
Ibraim não as vê, e por isso, através do método cientifico, faz, não uma, mas várias covas e, comprova que nos sítios onde escavou, existiam de facto sucessivas camadas de grãos de areia. Ibraim, e mais meia dúzia de crentes, passa a acreditar que no resto do areal não existe só a camada superficial de grãos de areia visível, mas sim camadas sucessivas.
Acredita sem ver.
Ibraim, depois de intenso, extenso e exaustivo exercício mental, concluio que seria possível sair a mesma chave do Euromilhões, consecutivamente, como se fossem camadas de areia sobre camadas de areia, muito pouco provável, quase infinitamente improvável, mas com a tal infinitésima probabilidade que lhe retira a impossibilidade.

Ibraim, pelo sim pelo não, decide escrever ao Pai Natal.

Sem comentários:

Enviar um comentário