domingo, 21 de agosto de 2016

Post de verão 2016

Tem sido costume fazer um post de verão, e para não variar, pego aqui no meu equipamento e começo a escrever, vou tentar escrever qualquer coisa que faça algum sentido, mas não sei sobre o que há-de ser.
Sobre as minhas férias, que estão a acabar, foram muito boas. 
3 semanas que passaram num misto de lebre e tartaruga, em que nas duas primeiras reguei a relva todos os dias, e ficava a vê-la suportar um sol abrasador, verde, fresca, certamente feliz tal como eu.
No final da 2ª semana fui festejar o verão com amigos, numa noitada que começou com um vinho branco fresco, e acabou comigo a acordar sozinho na minha cama, já altas horas do dia seguinte. Até aqui tudo normal, o que se tinha passado entretanto foi estranho e mais do mesmo, esqueci-me de novo que álcool e canabis em grandes doses, são uma mistura turbulenta, esgotante, e com propriedades amnésicas.
Vai daí, na 3ª semana fui-me lembrando que quando caio na asneira de me "perder", ando deprimido durante uns dias, sem razão aparente, a não ser a sensação de que o meu estômago é uma espécie de base área de borboletas, como se os meus braços e pernas fossem corredores percorridos em misteriosas missões de combate. Ainda não percebi se estão a atacar-me com raios de ansiedade, ou se me estão a proteger de uma ansiedade vinda não sei de onde, essas borboletas que nunca vi.
Ao, para aí, 7º dia, voltei a sentir a ausência das borboletas, sem saudades.
Agora vou voltar ao trabalho, e vou dizer o quê quando outros contarem como estava irrespirável nas Caraíbas, ou sobre a desinteria que apanharam no norte de África, ou sobre as enormes filas para visitarem o Louvre, ou sobre como o Algarve estava apinhado, e sobre como fizeram férias baratíssimas ou caríssimas, dependendo não do preço das mesmas, mas do tipo de gabarolice do narrador. Conto o quê?

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